Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 03/04/2019
" O novo mal do século"
No mundo globalizado, polarizado sob a esfera capitalista as necessidades pragmáticas ao lucro norteiam uma sociedade sem espaços para o fracasso. O mal estar social, sentimentos ínfimos propuseram a era pós moderna uma característica individual, distante de evidências que garantam uma percepção coletiva de pertencimento. Notadamente, o suicídio responde as estatísticas de uma era de relações líquidas, ao gerar uma necessidade de aproximação pessoal.
Em primeiro plano, no contexto romântico, utilizou-se expressões como mal do século, para caracterizar obras com enfoques ao pessimismo, dor existencial e isolamentos. Desse modo, o século atual tem semelhanças que substantivamente é comparada a pessoas que não encontram na literatura o seu refúgio, mas sim os desígnios do suicídio somados a falta de ajuda e “gritos silenciosos” abafados pela perca de aprofundamento de relações.
Paralelo a isso, Zygmunt Bauman em sua percepção sociológica confirma sua tese “modernidade líquida” com a fluidez de laços humanos. Dessa maneira, é necessário que exista posicionamento crítico que demonstre a importância de falar sobre o suicídio, uma vez que, dados indicam que no mundo a cada 40 segundos uma pessoa se mata, o que demonstra a vulnerabilidade concebida pela ausência de aproximações solidificadas.
Diante disso, é imprescindível destacar que a dimensão humana do suicídio, pode ser relativizada a singularidade da falta de afeto induzido pelo sistema capitalizado. Portanto, é notória a importância de engajamentos coletivos, como o acolhimento de pessoas acometidas por tristezas profundas em espaços públicos, através da arte e expressão de sua dor com o auxílio de investimentos políticos e debates midiáticos ao enaltecer a relevância de falar sobre o suicídio afim de, o indivíduo sentir o acolhimento e sua participação elementar na sociedade.