Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 10/04/2019
O filme ´´Efeito Borboleta`` apresenta ao público, em sua primeira realidade, o suicídio da personagem Kayleigh Miller ocasionado por uma visita de uma amigo que a relembra do seu passado traumático ditado por ações abusivas do seu próprio pai. Fora da ficção, questões como essa estão cada vez mais frequentes na contemporaneidade brasileira, tornando-se então alvo de debates, visto que tal ato está relacionado intimamente com o modo como as instituições da sociedade se relacionam.
Em primeiro plano, vale ressaltar a organização atual da principal instituição que compõem uma comunidade, a família. Percebe-se que não mais são colocados como prioridades o bem comum dos indivíduos ali presente. Dessa forma, tudo se baseia em ações individualistas, sem haver uma coesão social entre esses membros. Essa característica, de acordo com Durkheim, é alvo fácil do denominado ´´suicídio egoísta``.
Ademais, outro pilar de extrema relevância para o surgimento ou não do suicídio é a religião. Essa, tem caráter importantíssimo como agente socializador e doutrinador de boas ações, visto que ela promove constantes encontros de várias pessoas, de modo que permite a comunicação, fortalecendo a coesão, a fim de passar seus valores do que é certo e errado, encaixando dentro deste o suicídio ao deixar claro que somente Deus é responsável por dar a vida ou tirá-la.
Portanto, fica claro a importância de discutir essa grande doença do século. Cabe as próprias famílias contratarem profissionais sobre a mente humana a fim de que, pelo menos uma vez na semana, haja um diálogo coletivo entre eles e os integrantes, retratando a importância da saúde mental e como fortificá-la não só individualmente, mas sim em conjunto. Dessa maneira, surgirá, cada vez mais, pessoas preparadas e unidas socialmente, assim como proposto por Durkheim, para qualquer dificuldade da vida, dispostos a não mais terem suas histórias comparadas à de Kayleigh Miller.