Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 12/04/2019
No ano de 1774, o autor Johann Goethe publicava pela primeira vez a obra “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, marcando o início de uma das mais importantes escolas literárias e, carregando junto à ela, uma enorme onda de suicídios. Passados mais de duzentos anos, o suicídio já levou milhares de vidas e, persiste na mente de muitos, principalmente jovens, sendo, no Brasil, um tema pouco discutido, mas que afeta todas as camadas sociais.
Certamente, existem diversos fatores para uma pessoa tirar a própria vida, desde biológicos até sociais. No século XIX, o sociólogo Émile Durkheim ao escrever “O Suicídio” tentou explicar os tipos de autocídio presentes na sociedade, através da conclusão de que este é um fato social, ou seja, já se tornou um caso comum socialmente. Entretanto, o Brasil ainda carece de atenção à essa problemática, justificando seu aumento entre os anos, conforme os dados apresentados no Mapa da Violência.
Ademais, tratando-se de jovens suicidas, registram-se como causa principal os transtornos mentais ligados ao isolamento social e, bem como apresentado nos estudos de Durkheim, o suicídio que mais se destaca na contemporaneidade é o egoísta, que relaciona a existência de uma falha entre o indivíduo e as instituições. Quando não há apoio vindo delas, fatalmente a solução de não se encontrar em lugar algum será cativada. Torna-se evidente, portanto, a necessidade de ações sociais para evitar a perda de mais vidas por esse problema. Para isso, as instituições sociais - escola, Estado e família - devem, juntas, acolher o indivíduo por meio de atividades inclusivas, como a construção de espaços de lazer, de campanhas que promovam o diálogo, e a presença de um psicólogo dentro das escolas, abordando as diferentes personalidades, afim de que não haja segregações ou isolamentos, uma vez que a inclusão do jovem o permite sentir-se parte da sociedade. Dessa forma, o mar das ondas de Werther finalmente encontrará calmaria.