Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/04/2019

Dor invisível?

Sentimento de vazio. Indiferença real. Preconceito. Medo. Solidão. Morte. No limiar do século XXI, a depressão entre crianças e adolescentes tem se acentuado de forma preocupante. Sendo assim, a superação desse panorama mostra-se um importante desafio da pós-modernidade, porquanto alicerça uma sociedade submersa na não empatia e na desconstrução do outro.

Em primeira instância, pode-se observar, segundo dados da ONU (Organização Mundial de Saúde), que atualmente cerca de 8% da população infantojuvenil sofre de depressão, também conhecida como o Mal do Século. Eventos traumáticos como a separação ou perda de um dos pais, ou eventos não tão traumáticos assim, porém, definitivamente relevantes como o “bullying”, mudanças de escola e os desafios da descoberta de um novo mundo - adulto -, abrem portas para o medo, a introversão e a instalação dessa doença.

Sob a ótica social, a depressão e o suicídio não apenas infantojuvenis mas também entre adultos ainda é um tabu a ser desconstruído, o qual fomenta o silêncio dos jovens diante de suas dores e mágoas. A ONU anunciou que a cada 4 segundos uma pessoa no mundo tenta se suicidar e a cada 40, uma consegue. Apesar de os dados serem mundiais, ainda servem de base para analisar essa questão humanitária no Brasil visto que o país lidera o número de suicídios na América Latina.

Portanto, o Ministério da Saúde deve além de ampliar a Campanha “Setembro Amarelo”, falar de maneira clara e aberta para que os jovens entendam que não estão sozinhos nessa luta. Haja vista que os jovens estão cada dia mais entretidos com as mídias sociais, fazer propagandas através delas, parece ser a melhor opção, promovendo assim, o debate e a consciência através de uma linguagem que eles dominem bem.