Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/05/2019
O suicídio de Getúlio Vargas é considerado um ato político que marcou a história brasileira. Diante disso, percebe-se que o ato suicida é comum a todas idades e camadas sociais. No entanto, é notório que o suicídio, especialmente estre os jovens brasileiros, cresce continuamente. Nesse sentido, convém analisar as principais causas desta problemática.
A princípio, torna-se viável ponderar que a falta de relações sociais está diretamente ligada ao aumento das taxas de suicídio. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fenômeno se caracteriza pela ruptura de vínculos entre a sociedade e indivíduo, ou seja, este não se sente integrado aos grupos sociais, faltando-lhes laços emocionais para viver. Conforme essa linha de pensamento, observa-se que a grande presença de individualismo, a falta de compreensão por parte da família e amigos, na contemporaneidade, são fatores que levam o indivíduo a não procurar ajuda nem retratar o que sente. Desse modo, percebe-se que o fenômeno não é meramente individual, mas possui causas sociais, as quais influenciam na decisão final dos jovens.
Outrossim, a ausência de informações sobre o suicídio contribui para que este seja tratado como um tabu, tendo em vista que a maior parte dos órgãos de comunicação adota um acordo tácito, extraoficial, de não dar ampla repercussão nem divulgar dados estatísticos no que tange aos casos de suicídio. Entretanto, a troca de informações pode ser útil para diminuir esses casos. De acordo com a especialista em saúde mental Maria Fernanda Cruz, falar sobre suicídio não estimula novos indivíduos a realizar o ato. Portanto, é necessário que a mídia aborde o assunto de forma responsável para que a população conheça sobre o tema, a fim de prevenir novos comportamentos suicidas.
Dessarte, diretrizes são necessárias para reverter esse impasse. Portanto, as famílias devem promover momentos de lazer com os jovens, por meio de atividades culturais, jogos em grupo e passeios. Com isso, espera-se que que estes sintam mais seguros e abertos ao diálogo. Ademais, o Ministério da Educação deve propor projetos nas instituições de ensino sobre suicídio, por meio de palestras com psiquiatras e psicólogos, a fim de orientar os estudantes a prestarem apoio a indivíduos com comportamento suicida e saibam identificá-los. Sendo assim, o assunto não será tratado como tabu na sociedade brasileira.