Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 20/04/2019
O suicídio é não é um fenômeno pós-modernos, existem relatos de rituais suicidas em sociedades persas, chinesas e indígenas da América do Sul, datadas de antes do nascimento de Cristo. No entanto, apesar dos avanços da medicina moderna, é crescente a recorrência do fato na sociedade pós-moderna, potencializado pela depressão, considerada doença do século XXI, segundo o Dr. Dráuzio Varella. Portanto, é necessário entender quais aspectos modernos influenciaram o aumento dessa prática entre os jovens brasileiros.
Em primeiro plano, é evidente que o surgimento das redes sociais potencializou os fatores que levam alguém a tirar a própria vida. Nesse sentido, é notável o aumento da necessidade de adequar-se a padrões sociais cada vez mais utópicos, tornando os que não conseguem suscetíveis ao cyberbullying – o bullying digital. Assim, perante inadequação a essa realidade, cresce o número de jovens que desenvolvem depressão, que é um dos fatores chaves para o suicídio. Diante disso, de acordo com o site G1, o número de casos entre jovens aumentou 17% entre 2009 e 2012, período em que as redes sociais popularizavam-se no Brasil. Portanto, a possibilidade de fuga do real, proporcionada pelas redes, vem formando uma geração de jovens descolados socialmente da realidade, com grande tendência a desprezo pela vida real suas dificuldades.
Em conseqüência de tal cenário, faz-se necessário o fortalecimento das instituições família e escola – primeiro ponto de contato do estado, na formação psicossocial do jovem. De fato, a primeira está cada vez mais ausente, por conta da vida moderna atribulada que reduz o contato familiar e a possibilidade de identificar os sinais de depressão. Assim, essa responsabilidade recai sobre a segunda, que no caso do ensino público, não possui profissionais e estrutura para lidar com a situação em quase 90% das unidades, de acordo com o Ministério da Educação. Certamente, o Estado deve ampliar sua rede de proteção psicológica no ensino de base, além de criar meios de aproximação entre jovens, pais e instituições de ensino.
Em suma, fica clara a importância da família e do Estado na prevenção ao suicídio. Por isso, é dever do Ministério da Educação, por meio de projeto de lei, disponibilizar 1 psicólogo para 5 escolas em regimento de atendimento rotativo, a fim de ampliar a cobertura de proteção do Estado em regiões menos favorecidas economicamente, conscientizando sobre a depressão e identificando suicidas em potencial. Além disso, os municípios devem treinar os professores para instruir ,em encontros sazonais, os pais sobre como identificar fatores de riscos e a importância da presença da família na rotina do jovem, de modo aumentar a rede de combate, garantindo proteção eficaz.