Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/04/2019

Na obra Fantasias Eletivas, de Carlos Schroeder, a travesti Copi, por sentir-se sozinha e sem ser compreendida, suicidou-se na tentativa de amenizar seu sofrimento. Não obstante disso, na vida real diversas pessoas, especialmente jovens, tiram suas vidas, principalmente porque a sociedade ao seu redor acredita que a depressão é, na realidade, uma maneira de chamar a atenção, e não uma doença. Mortes trágicas como estas evidenciam que algo deve ser feito para reverter essa situação.

Em primeira análise, deve-se observar que falar sobre esse assunto ainda é um tabu para muitas famílias. Segundo o cristianismo antigo, no qual grande parte das famílias são adeptas, cometer suicídio é condenar sua alma ao inferno. Assim, esse assunto é ocultado, o que faz passar despercebidas as necessidades de ajuda de alguém. Diante disso, a escola surge como um novo pilar de apoio, no qual o adolescente pode encontrar ajuda para compreender seus problemas e obter esperança.

Ademais, a falta de acompanhamento piscicológico desde a infância é outro fator preponderante. Seja, rico, pobre, famoso, anônimo, adulto ou jovem, questões complicadas de entender e reagir sempre aparecerão. O youtuber Windersson Nunes é um grande exemplo disso: mesmo sendo um sucesso no Brasil e no mundo, viu-se desamparado e a mercê da depressão. Tudo isso têm como principal causa o despreparo emocional para enfrentar dificuldades e o não entendimento sobre si mesmo.

Torna-se claro, portanto, que o descaso com o suicídio tem agravado os casos no Brasil. Nesse sentido, cabe as escolas, a exemplo das ações da banda Rolling Stones, que criou algorítmos que desvendam possíveis casos de depressão, desenvolver nas aulas de filosofia projetos de valorização a vida, com a confecção de folders e teatros, visando a criação de um laço de apoio e confiança com aqueles que sofrem. Outrossim, os municípios devem fornecer ajuda piscicológica desde a infância para os munícipes, no intuito fortalecer a autoconfiança. Talvez, com atitudes com essas, Copi sentiría-se amada e amparada, e a história teria um final feliz.