Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 26/04/2019

Futuro

Em 1774 o livro O sofrimento do jovem Werther, o qual retrata o suicídio do personagem principal por um amor platônico, teve papel importante no aumento de ações como essa na sociedade, a dificuldade do reconhecimento como sujeito, tanto na família quanto nas relações sociais apresentam-se como fatores que contribuem para o aumento do autoextermínio, segunda maior causa de morte no mundo.      Em primeiro lugar vale ressaltar o papel da família na formação do indivíduo. Segundo o Marco Legal da Primeira Infância cabe a família cuidar e proteger da criança, a garantir o pleno desenvolvimento físico, social e afetivo. Contudo, a perda de diálogo, violência doméstica ou doenças mentais podem coloca-los em situações de vulnerabilidade. Paralelamente, segundo o psiquiatra Elton Kanomata, do hospital Albert Einstein, na adolescência a parte mental ainda está se desenvolvendo, gerando, dessa forma, uma menor capacidade de lidar com frustações. Advindo desses fatores, os jovens tendem agir por impulso e cometer o suicídio.

Além disso, a escola pode se tornar um local favorável para a ocorrência de ações que fragilizam o indivíduo, como o bullying. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Canadian Medical Association Journal, aqueles que sofrem com esse comportamento toxico estão 3,5 vezes mais propensos a terem pensamentos suicidas ou tentar o ato. Conforme estudos do filosofo Emile Durkheim as ações coercitivas da sociedade apresentam como principal fator do autocídio, e esses atos ganham maior proporção na adolescência, fase de desenvolvimento da identidade psicossocial, e se essas questões não forem bem resolvidas o reconhecimento como indivíduo e seu papel no mundo acabam por serem prejudicados.

Nessa óptica, nota-se, a necessidade de medidas a fim de solucionar esse impasse. A partir da parceria público-privada com universidades particulares- garantindo benefícios tributários a essas- é possível a implantação de estágios para estudantes de psicologia em escolas, a fim de dar oportunidade de fala aos jovens e paralelamente o maior aprendizado aos futuros psicólogos, visando dessa forma a prevenção. Ademais, o Ministério da Saúde deve investir em campanhas midiáticas como forma de mostrar aos responsáveis a importância do âmbito familiar na formação plena do ser. Garantindo, assim, a capacidade juvenil em lidar com adversidades e não procurar de forma inconsciente meios de escapes.