Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/05/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Federal, em seu artigo 227, afirma que é direito do Estado, família e sociedade assegurar aos jovens o direito à vida e protegê-los de qualquer tipo de opressão. Entretanto, esse direito é quebrado no momento em que essa tríade permite o aumento do suicídio entre esse grupo etário, seja pela carência de políticas públicas efetivas, seja pelo rompimento dos laços familiares.

Primeiramente, é fato que é omissão estatal frente à propagação de tais direito fomenta para o agravamento do problema. Nesse sentido, segundo o filósofo John Locke, esse caos externa uma transgressão ao “contrato social”, uma vez que o Estado não busca promover aos brasileiros os benefícios primordiais, como direito à vida. Analogamente a isso, nota-se que apesar do país criar formas de auxílio, como o Centro de Valorização à Vida (CCV), bem como a implantação do setembro amarelo, tudo isso ainda é ineficaz para conter o bombardeamento diário aos jovens. Dessa forma, é fato que os vários sites que propagam a automutilação, tal como o “bullying” nas escolas e os casos de abusos sexuais geram transtornos mentais que influenciam no aumento do suicídio.

Outrossim, constata-se ainda que a falta de conversas familiares também corrobora para o impasse. Isso acontece porque de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a tecnologia atual tem interferido grandiosamente na vida das famílias, uma vez que estas impedem os diálogos entre os pais e filhos, e, consequentemente tornam um tabu assuntos como depressão e suicídio. Nesse prisma, é indubitável que essa “falta de tempo” dos parentes atrelado ao trabalho diário tem impedido conversas e percepções dos sentimentos dos jovens, haja vista que tais práticas possibilitam a ascensão dos atos suicidas pela omissão da ajuda familiar.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para a plena garantia do artigo 227 no país. Destarte, o Governo Federal, junto aos Ministérios da Saúde e Segurança, por meio de projetos fiscalizatórios e sociais, deve fiscalizar e prender aqueles que propagam a ideia da automutilação na internet, tal como ampliar o atendimento no CCV, por fim é mister que seja ofertado tratamento psicológicos e médicos com profissionais especializados nos hospitais de todo país, no fito de impedir o incentivo ao tal ato e diminuir as taxas de suicídio. Ademais, às escolas, em harmonia com às famílias, por intermédio de reuniões, aulas e conversas, pode abordar os malefícios desta problemática, tal como incentivar o diálogo com os pais, no intento de tornar os jovens mais familiarizados e consciente.