Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/05/2019
Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, cometeu suicídio no ano de 1954 por causa da pressão política e social. Apesar desse feito ter ocorrido há mais de 60 anos, esse ato ainda continua enraizado em nossa cidade, visto que hodiernamente, uma das principais causas da morte entre jovens no Brasil, decorre da prática de tirar a própria vida. Desse modo, é crucial analisarmos como essa maleza social se manifesta e como a família, o Estado e a sociedade são elementos fundamentais nesse processo.
Primeiramente, é notório que a base do convívio social advém da família. Isso porque é a partir desse grupo social que o indivíduo se caracteriza e se constrói, diante dos valores e qualidades que lhes são repassadas através dos pais. Entretanto, nota-se que o conceito de família perdeu o significado, afinal, devido ao atual sistema capitalista cujo estamos inseridos, a maior parte do tempo, as relações paternas não são cultivadas, o que obriga o filho a aprender lidar sozinho com seus próprios problemas e dramas pessoais, sem a presença de um apoio emocional, pois os pais estão ocupados demais com o trabalho. Tal infortúnio impossibilita o contato social e também impede que os responsáveis percebam sinais suspeitos que aleguem o desejo de morrer, muitas vezes, optado pelos jovens. Tal realidade é retratada na série americana,“Os Treze Porquês”, cujo a personagem, Hanna Baker, passa por diferentes situações que passa despercebido pelos próprios pais, o que acarreta em sua morte.
Atrelado à essa realidade, a negligência do Estado e da sociedade também são fatores condizentes com o tema. Devido a falta de repercussão do assunto por parte do Estado, a sociedade tende a criticar ou julgar esses tipos de atitudes, o que acarreta apenas um dano mental para os adolescentes. Afinal, muitas são as pessoas que não compreendem os motivos e julgam tal atitude como consequência da falta de uma força divina ou apenas como forma de chamar atenção. Prova disso foi o caso de suicídio da bailarina do programa televisivo, Raul Gil, cujo o depoimento do apresentador de televisão demonstra como a sociedade é intolerante perante o assunto, pois o próprio justificou tal prática como ausência de Deus ou pela falta de diálogo por parte da suicida.
Torna-se evidente, portanto, desmitificar essa situação. O Governo, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), deve criar campanhas solidárias que tratem os assuntos nas instituições de ensino e na sociedade, além da instauração da presença de psicólogos que orientem e auxiliem os jovens, para que estes não se sintam sozinhos. Ademais, é preciso também a criação de palestras específicas para os pais, pois estes precisam conhecer a mentalidade e como lidar com seus filhos. Por fim, é dever da mídia propagar informações sobre o assunto, para que toda camada social mantenham-se informada. Desse modo, evitaremos atitudes como as do apresentador do SBT, Raul Gil.