Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/05/2019
Desde o iluminismo, sabe-se que, uma sociedade só progride quando um indivíduo se comove com o problema do outro. No entanto, ao observar a trajetória no combate ao suicídio, essa perspectiva não se encontra presente. Isso porque, os indivíduos estão sujeitos hodiernamente a uma sociedade etnocêntrica e individualista, em que muitos não se identificam e por consequência, sofrem isolações. Com isso, é crucial analisar tanto os aspectos sociais quanto governamentais como fatores que favorecem esse quadro a fim de revertê-lo.
É válido, de início, pontuar que tais circunstâncias devem-se a maneira como a sociedade age com o próximo. A respeito disso, cabe citar a série 13 Reasons Why, em que a personagem Hannah Baker comete suicídio após sofrer, por parte de outras pessoas, diversos atos de preconceito, desrespeito e exclusão. Sobre isso, nota-se que é uma realidade explícita em nosso meio, uma vez que, de acordo com o site da BBC, de 2002 até 2007 a taxa de suicídio entre os jovens teve um acréscimo de 10% na população brasileira, e parte desses jovens, sofrem por se sentirem sozinhos e excluídos do meio no qual vivem. Nesse sentido, é notório que a sociedade favorece de maneira negativa esse cenário.
Outra questão, relevante nesse debate, é o fato de que as políticas afirmativas que garantem o cuidado público a comunidade, são insuficientes. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Entretanto, é evidente que o Estado não cumpre com essa perspectiva, dado que, ao analisar as estatísticas apresentados pelo Mapa da Violência, todos os dias, cerca de 28 pessoas tiram suas vidas no Brasil. Desse modo, é imprescindível que o Governo tome providências que alterem a situação desse quadro, dando a devida atenção a pessoas que possuem problemas de saúde mental, que acarreta tal situação.
De acordo com o filósofo Rene Descartes, não existem soluções fáceis para problemas difíceis. É fundamental, portanto, que o Ministério da Educação, em parceria com a mídia, promova em âmbito educacional, mas também social, comerciais e palestras que incentivem o coletivismo na sociedade, a fim de que os casos de exclusão diminuam no corpo social, o que ocosionaria uma sociedade mais acolhedora, que deixaria de lado as diferenças e incluiria de forma mais justa, todos os seres. Ademais, ainda por ações governamentais, cabe a Estado, considerar essa situação como um dever, de fato, do governo, para que então, em parceria com a OMS e também, com o Centro de Valorização da Vida, possam promover acessoria a pessoas com casos de distúrbios psicólogicos e que necessitam de cuidados e tratamentos especiais, para que em fim, esses casos de suicidios possam ser evitados. Com a união desses fatores, espera-se alcançar uma sociedade mais justa e adequada a todos.