Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/06/2019

Ao fazer uma análise da sociedade brasileira, fica evidente que, em nossos dias, medidas devem ser tomadas para que o suicídio entre jovens possa ser prevenido. Nesse contexto, é visto que, embora Amanda Todd não seja brasileira, seu suicídio abre o caminho para que tal assunto possa ser discutido de forma mais profunda. Sob esse aspecto, ressalta-se que não só a existência de campanhas de prevenção contínuas, mas como também a ampliação dos cuidados destinados à saúde mental, pode vir a amenizar os casos de suicídio entre jovens no Brasil.

Em primeira análise, vale pontuar a necessidade de se fazer com que as campanhas de prevenção avancem além do Setembro Amarelo. Segundo Bauman, a sociedade está munida com informações mas pouco conhecimento é de fato produzido, com isso, sem conhecimento e sem debates frequentes, as possíveis vítimas demoram mais tempo para conseguir ajuda, já que o meio social não está apto a lidar com o suicídio. Dessa forma, acredita-se que campanhas contínuas tendem a difundir o conhecimento sobre o suicídio, o que facilita a formação de grupos de apoio para possíveis vítimas, além de mostrar para pessoas com pensamentos suicidas que elas podem buscar ajuda e encontrar meios para lidar com essa questão.

Outrossim, também é notório ressaltar que o investimento de recursos para o tratamento da saúde mental é uma forma de combate ao suicídio, já que segundo o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, cerca de 97% das vítimas do suicídio sofriam com algum transtorno mental. Consoante Bourdieu, a convivência social tem sido cada vez mai difícil, visto que os participantes do campo ( sendo campo o meio social em que o indivíduo está inserido) estão em constante embate pelo reconhecimento e pelo alcance da perfeição. Por conseguinte, considera-se que preparar o jovem para possíveis fracassos nessa luta contínua, além de ensiná-los a cuidar da saúde mental e das emoções facilita a prevenção de suicídios.

Torna-se indubitável, portanto, a necessidade de solucionar a problemática em voga. Desse modo, a fim de munir os indivíduos com conhecimento, a escola deve através de palestras sobre prevenção com psicólogos e psiquiatras, a promoção de grupos de apoio como o CVV ( centro de valorização da vida), fazendo , assim, com que as campanhas avancem além do Setembro Amarelo. Ademais, cabe ao Estado a promoção de meios que facilitem o tratamento da saúde mental, por intermédio da realocação de capital que possa ser destinado a contratação de profissionais que possam ajudar os jovens a lidar de maneira adequada com suas questões. Com tais medidas, o fato será, gradativamente, amenizado.