Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 14/05/2019
No livro “Os sofrimentos do jovem Werther” é narrado o suicídio de um homem devido às desilusões amorosas e, na época, essa obra, levou outros jovens ao mesmo fim . Assim , surgiu o receio da sociedade de se falar sobre esse problema, e não raro, também se tornou “tabú” no Brasil. Todavia, isso precisa ser mudado por meio do esclarecimento acerca da saúde mental, bem como ampliar o assistencialismo .
De início, sabe-se que ainda há preconceitos sociais acerca da saúde e transtornos mentais. Isso porque, no Período Colonial surgiu os manicômios baseados nos modelos europeus e, juntamente com isso , o ditado : lugar de louco é no hospício. Dessa forma, profissionais de saúde mental são vistos como “médicos de doidos” e não como alguém que pode ajudar na resolução de problemas psíquicos, identitários e afins. É nesse cenário que o esclarecimento da profissão , do perfil dos pacientes, métodos usados e a finalidade da terapia se faz necessário a fim de que haja mais pessoas que se cuidem e, consequentemente, o número de suicídio diminuirá. Por fim, com o preconceito atenuado , não haverá tanta vergonha em procurar ajuda.
Além disso, é preciso ampliar o número de assistência à comunidade. Haja vista que, com as políticas anti-manicomiais, os manicômios do Período Colonial estão sendo substituídos por Centros de Atendimento Psicossocial o que, não raro, tem aumentado a eficiência no tratamento dos paciente. Contudo, segundo o Ministério de Saúde, apenas quatro por centro dos CAPS são abertos vinte quadro horas e muitas cidades ainda não possuem nenhum centro de atendimento. É nesse âmbito que a ampliação desse projeto social é de suma importância, pois muitos brasileiros não possuem recursos para pagar suas terapias o que torna, ainda mais, difícil, tendo em vista que cada sessão é paga e ocorre toda semana. Logo, fica inviável aos brasileiros de classe média-baixa custear tais serviços .
Posto isso, far-se-á necessário que medidas políticas sejam tomadas. Primeiro , é preciso que o Estado, juntamente com a mídia, elabore campanhas e novelas acerca da importância de cuidar da saúde mental e que isso é para todos , a fim de que o preconceito seja desmistificado e os brasileiros não negligenciem o cuidado necessário. Com isso, haverá menos suicídios e mais respeito aos que precisam de terapia. Ademais, é imprescindível que o MInistério da Saúde promova o aumento do número de CAPS, a fim de que toda a população brasileira, gradativamente, tenha acesso a um atendimento necessário e de qualidade. Destarte, falar do problema e tratá-lo sera mais eficaz do que permanecer em silêncio com receio que o “efeito Werther” se repita .