Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 03/07/2019
A geração ultrarromântica do século XIX foi conhecida por sua apatia, tristeza profunda e pessimismo diante da existência. Sob essa ótica enunciadora, hodiernamente, tais sentimentos projetam-se na juventude brasileira, uma vez que os casos de suicídio no Brasil aumentaram exponencialmente, em decorrência da falha estatal no que se diz respeito à saúde e da situação sócia a qual essa parcela da população está submetida.
Em primeira análise, o sociólogo Émile Durkheim, em seu livro “o suicídio”, afirma que a busca por conquistas e realizações favorece a ampliação das taxas de suicídio. À vista disso, a escolha da carreira profissional, cobrança da família e sociedade corroboram para a sensação de extrema pressão sobre a camada jovem. Desse modo, pela carência de maturidade sobre o gerenciamento das emoções, devido à pouca idade, o jovem contemporâneo sente-se deslocado e sem alternativas para solucionar seus problemas, ao passo que -em casos clínicos de depressão- o indivíduo acaba, infelizmente, tirando a própria vida.
Outrossim, vale ressaltar a ineficiência do sistema de saúde brasileiro no que tange a preservação da saúde mental. Nessa perspectiva, segundo dados do Ministério da Saúde o Brasil registrou, em média, 11 mil casos de morte por suicídio em 2016. Diante disso, de acordo com Robert Paris -presidente do Centro de Valorização da Vida (CVV)- cerca de 90% dos suicídios são evitáveis, pois é um problema de saúde o qual podemos prevenir. Em razão disso, é evidente que o Estado não oferece um respaldo eficaz a respeito do autocídio, logo constata-se que não há suporte efetivo para a prevenção desse mal que assola a contemporaneidade.
Portanto, é evidente que o suicídio se tornou um problema de saúde pública no Brasil. Diante desses impasses, é imprescindível que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em suporte para vítimas de distúrbios psiquiátricos que possam levar ao autocídio, através da ampliação de Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS), que contem com a presença de especialistas (psicólogos e psiquiatras), a fim de diminuir os fatores que possam ocasionar o suicídio. Somado a isso, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas de conscientização, por meio de palestras ministradas por mestres e doutores em relações interpessoais, com o intuito de informar a existência de problemas psicológicos, a fim de deixar os estudantes seguros para pedir ajuda.