Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/05/2019

Em meados do século XVIII, no Brasil, foi iniciado a segunda fase do período literário romântico. Muitos escritores, que viajavam para estudar em Portugal e, por conseguinte, sentiam-se desconectados com a sociedade, começaram a produzir textos com a temática da morte, desejando-a como uma forma de escape dos sofrimentos. Infelizmente, hoje,o suicídio já é visto como uma epidemia. Esse fato, deve-se à forma errada na qual a sociedade aborda esse tema e ao processo de isolamento social estabelecido pelos avanços que estabeleceram um maior número de relações, porém relações pouco aprofundadas.

É valido considerar, antes de tudo, a superficialidade das relações sociais como resultado dos avanços científicos informacionais.  De acordo com o sociólogo Émile Durkhein, a partir das revoluções industriais e do aumento da urbanização, as instituições sociais, organizações que formam o indivíduo, como a família, escola, religião, entre outros, tornam-se pouco valorizadas por conta do aumento das relações efêmeras que esse avanço proporciona. Nesse sentido, Durkhein define esse estado como de anomia e, historicamente, essa sensação é acompanhada por um aumento dos casos de suicídios.

Cabe apontar também a forma errônea como a sociedade brasileira trata o suicídio. Visto que esse assunto é considerado tabu entre as pessoas, cresce, principalmente na internet, o número de pessoas que fazem chacota do tema para adquirirem fama, com mensagens e videos, postando-os na internet. Por conseguinte, muitos jovens que sofrem bullying e maus tratos, nas escolas e ou na rua, buscam a partir desses meios um escape do sofrimento e a aquisição de uma visibilidade. Exemplo disso, foi o jogo denominado “baleia azul”, em que eram propostos uma série de desafios que incluíam, alto flagelamento, humilhação e até mesmo o suicídio, crescem nesse ambiente.

Fica claro, portanto, a necessidade de profilaxia ao suicídio no Brasil. Para isso, o congresso nacional deve formular leis que tornem obrigatório empresas com muitos funcionários - número estabelecido por estudos realizados por profissionais da área - a existência de psicólogos para realizarem o acompanhamento dos trabalhadores, diagnosticando possíveis casos de transtornos depressivos, diminuindo, por conseguinte, a taxa de suicídios nessas áreas. Ademais, o Ministério da educação deve aplicar essa mesma medida nas escolas e organizar palestras de modo a dar importância para o tema. Somente assim, nossa geração se distanciará de comparações com a denominada “mal do ´seculo”.