Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/05/2019
O debate sobre suicídio data desde a Antiguidade, em que a abordagem entre pensamentos filosóficos traziam à tona questões históricas e sociais relacionadas ao assunto.No entanto, apesar dos debates, atualmente, percebe-se a escassez de medidas para lidar com o problema.Nesse sentido, discute-se os fatores que influenciam a essa conduta, principalmente na juventude, e as ações que devem ser desenvolvidas por orgãos responsáveis para a equação do problema.
Mormente, salienta-se que segundo a OMS, o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens brasileiros.Destarte, entre os fatores que levam a essa atitude está a ditadura da felicidade.Ou seja, a “lei” é estar feliz, sendo as redes sociais os principais meios de visibilidade.Nessa perspectiva, vale ressaltar que essa ditadura implica a busca constantemente de encaixar-se nos padrões, mostrar-se bem, o que ocasiona em um indivíduo frustrado ao não conseguir o almejado, acarretando em níveis de depressão e ansiedade, ao ver que não consegue encaixar-se na sociedade, mascaradamente, luxuosa e feliz. Desse modo, a discussão acerca das fragilidades é de suma importância para os jovens que iniciam uma vida de responsabilidades.Busca-se, assim, amenizar os dilemas existenciais, como aqueles da segunda geração romântica, em que a morte era a principal forma de escapismo.
Além do citado, percebe-se a fragilidade nos laços familiares.Nessa acepção, o jovem cresce sem uma base sólida por causa da escassez de diálogo com os pais ou os responsáveis. Desse modo, é comum que o jovem se sinta vulnerável às intempéries da vida. Soma-se a isso questões como a identidade de gênero, as quais não são bem abordadas.Segundo o psicanalista Sigmund Freud, o novo sempre despertou perplexidade e resistência. Sendo assim, o jovem que se encontra em conflito com sua identidade,sente-se sem apoio pela falta de cumplicidade com a família cuja resistência à sexualidade faz com que ele sofra o suicídio moral e, por fim, o suicídio físico. Decerto, a urgência em conciliar o diálogo familiar e acompanhamento psicológico são essenciais.
Diante do exposto, percebe-se como os desafios cotidianos do jovem perante à sociedade e à familia ocasionam no suicídio.Logo, faz-se necessário que o Ministério da Educação (MEC) e da Saúde implementem projetos municipais que promovam debates sobre o suicído nas escolas, através de psicólogos, agentes de saúde e os próprios alunos, levando também para as praças de evento, de modo que esclareça a toda comunidade e promova conscientização.Além disso, o MEC deve promover acompanhamento psicológico nas escolas, e se necessário subsidiar tratamentos psíquicos, através dos próprios profissionais psíquicos, para que o jovem seja cuidado e os casos suicidas diminuam gradativamente.Logo,a escassez de medidas será equacionada e os suicídio prevenido entre os jovens.