Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/06/2019

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. Contudo, os altos índices de suicídios no país impossibilitam que parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Isso se evidencia não só pela falta de informação, mas também pela indiligência dos órgãos.

Segundo o jornal BBC, os casos de suicídio entre 1980 a 2014 tiveram um crescimento de quase 28%. Ao relacionar-se com a realidade do país, pode-se citar a ausência de acesso à informação como uma grande problemática, uma vez que sem uma educação qualificada sobre as doenças psicológicas, que muitas vezes passam despercebidas, acarreta em um pensamento ignorante e consequências irreversíveis para aqueles que sofrem com essas disfunções.

Outrossim, a negligência governamental em relação à essa camada é alarmante, posto que a obtenção de consultas psicológicas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) não têm total eficiência, levando em consideração as filas longas e demoradas e a carência de profissionais competentes na área. De acordo com a neurologista Nise da Silveira, “a saúde mental só é capaz de existir quando o indivíduo permite-se viver e liberta-se”. Nesse sentido, é fundamental ressaltar que o tratamento desses transtornos psicofisiológicos que podem induzir à autoquíria libertará o ser humano e o manterá vivo.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Urge que o Estado, mediante redirecionamento de verbas ao Ministério da Saúde, adjunto do Ministério da Educação - haja vista o seu dever de assegurar um ensino qualificado da nação -, planejem e desenvolvam projetos de investimentos nas escolas e na saúde pública, por meio de melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS), com intuito de melhorar a vitalidade mental. Dessa forma, problemas psicossomáticos serão amenizados e evitados, e por conseguinte, poder-se-ia aproximar-se da proposta da Nise da Silveira e da Declaração Universal dos Direitos Humanos