Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/06/2019
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social, no entanto, o aumento do suicídio entre jovens no Brasil impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito na prática. Esse infeliz fato tem como principais causas a dificuldade de socialização e a grande angústia para a escolha da profissão, portanto, são necessários caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens brasileiros.
Certamente, muitos jovens enfrentam dificuldades para se sentir pertencentes de um grupo social, o que é lamentável, porque, como estão em um período de descobrimento pessoal, ora gostam de algo, ora não mais, é comum que haja impasses para a socialização. Essa falta de identificação em uma coletividade se torna algo preocupante quando alguém não se sente nem um pouco incluído nela, a ponto de se sentir rejeitado e querer sessar a própria vida por se sentir sozinho. Esse infeliz ato, chamado de suicídio egoísta pelo sociólogo Émile Durkheim, necessita ser prevenido, e um ótimo meio seria pela produção de propagandas com sugestões otimistas às pessoas que estão sofrendo. Ademais, outro fator que influencia esse tipo de ação entre jovens brasileiros é a angústia para escolher a profissão certa tão cedo, pois, por receberem muita pressão por parte da família e da escola, se sentem desconfortáveis e assustados ao pensar em uma vida fazendo o que não gostam, tendo, então, uma crise existencial que leva muitas pessoas ao suicídio. A prova disso é o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde, os casos de suicídio no Brasil aumentaram 60% em 50 anos, tendo como principal causa esta frustração profissional. Portanto, um caminho viável seria uma mudança na influência das escolas no bem-estar emocional dos alunos.
Diante disso, cabe às Secretarias de Educação, às de Saúde e às escolas o combate ao crescente número de suicídios de jovens. Isso deve ser por parcerias entre essas instituições, tendo como projetos a promoção de palestras e aulas ministradas por psicólogos e por sociólogos a respeito deste problema, e o investimento na criação de campanhas publicitárias que sejam otimistas e incentivem a valorização da vida, a fim de que mais jovens tenha amparo emocional e que a quantidade de suicídios cometidos por essas pessoas seja bem reduzida. Dessa forma, tal direito assegurado pela declaração universal dos direitos humanos será alcançada por muitos brasileiros.