Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 26/06/2019
Na obra “Os sofrimentos do jovem Werther”, o alemão Johann Wolfgang retrata o trágico fim que leva a vida do protagonista em detrimento de infelicidades amorosas. Tendo ascendido em grande parte da região europeia, o livro serviu como gatilho para diversos jovens cometerem suicídio em massa, o que ficou conhecido como “Efeito Werther”. Não obstante da ficção, com as estatísticas sobre o autocídio crescendo, é notório que o problema persiste ligado à realidade do Brasil, que se encontra cada vez mais perto de surtos, como o visto no século XVIII. Assim, faz-se necessário observar as inações do Poder Público, assim como a lenta mudança da mentalidade social, como pilares fundamentais da problemática.
A princípio, convém avaliar a ausência de medidas governamentais sobre o decrescimento dos índices de suicídio no país. Segundo o teórico político inglês Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. No entanto, na atualidade, o conceito encontra-se deturpado, a medida que a falta de atuação das autoridades não só reproduz a falta de apoio para os jovens que pretendem realizar tal ato, mas também aos familiares que passam pela dor que subsequencia a ação. Dessa forma, os índices continuam a crescer, o que ameaça o direito à vida, proposto na Constituição.
Outrossim, é valido ressaltar que a falta de informação pode interferir na perpetuação do problema. Sobretudo, isso afeta a parte da população mais vulnerável, que não entende a consequência do seu ignorante pensamento para os psicologicamente afetados. Sob esse viés, o filósofo Auguste Comte afirma que a lei da história de humanidade é o progresso. Desse modo, sem o comprometimento de todas as camadas sociais, o desenvolvimento tende a não ocorrer, e coloca em risco a existência de parte da população jovem. Portanto, uma mudança nos valores da sociedade é essencial para minimizar os impactos gerados pela falta de conhecimento acerca do assunto.
Depreende-se, portanto, que faz-se necessária a tomada de medidas que atenuem o entrave supracitado. A priori, cabe ao Governo criar postos de ajuda online, para os que estiverem passando por momentos ruins, possam receber ajuda de psicólogos no conforto da sua casa, a fim de agir no foco do problema. Ademais, cabe às ONG´s (Organizações Não-Governamentais) distribuir cartilhas advertindo os cidadãos menos informados sobre o suicídio, seu fator psicológico e como lidar com a questão, objetivando universalizar o incentivo pela busca por ajuda, assim como mobilizar a população a resolver o impasse. Assim, será possível que o efeito Wheter fique apenas na história.