Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/10/2019

O sociólogo contratualista Émille Durkheim foi um dos primeiros estudiosos a abordar o suicídio como problema social. De fato, esse tipo de morte atinge e parte da comunidade ao qual o indivíduo está inserido, pelo fenômeno de coerção social; objeto de estudo do sociólogo. Atualmente, a estimativa alarmante dimensiona o nível de preocupação. Isso decorre da marca de uma vítima suicida a cada 40 segundos, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nesse viés, ressalta-se a necessidade de mudanças comportamentais de caráter preventivo ao suicídio e, também, modificações na abordagem ficcional; voltado à população jovial brasileira.

Em primeiro plano, verifica-se que o acompanhamento familiar, somado à uma vida saudável, previne futuros casos suicidas. Na área da saúde, um importante defensor desses pilares é o renomado e brilhante médico Drauzio Varella. Com base em sua vivência e pesquisa sobre a prevenção dessa fatalidade, defende que a redução deve-se ao potencial produtor de substâncias químicas naturais para o cérebro. Desse modo, atividades esportivas, interação familiar e alimentação saudável contribui para uma regular estabilização cerebral.

Acrescentado à isso, convém que, as produtoras cinematográficas, abordem a temática de forma sutil e de modo informacional. Entretanto, ao contrário disso, a produção de séries como a “13 reasons Why”, corrobora para o crescimento pontual de casos. Conhecido na área da Psicologia como “efeito Werther”, indivíduos propensos a cometer um suicídio, ficam mais sensíveis com a exposição à cenas detalhadas de uma morte. Vale ressaltar que essa linha temática, por ser prejudicial, é contraindicado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Em suma, percebe-se que algumas atitudes podem prevenir o suicídio entre os jovens brasileiros. Desse modo, essencialmente, necessita-se que a célula mater observe atentamente às modificações comportamentais do indivíduo, buscando a ajuda de profissionais assim que necessário. Isso pode ser feito por meio de diálogos rotineiros na família, os quais detectariam possíveis geratrizes suicidas, como o sentimento de impotência, incômodos externos e tristezas profundas. Dessa forma, a perda da população jovem do Brasil, por conta do suicídio, pode ser minimizada.