Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/07/2019
O massivo uso de canais midiáticos pelos jovens e a falta de preparo dos pais para lidar com a desconhecida doença do século XXI, são os principais problemas do aumento no número de suicídios entre os jovens no Brasil. Essa realidade constitui um desafio a ser resolvido não somente por poderes públicos, mas também por toda sociedade.
Em primeiro lugar, sabe-se que o suicídio é o corolário do quadro depressivo do indivíduo. Desse modo, essa doença psiquiátrica crônica atinge os mediadores bioquímicos envolvidos na condução dos estímulos cerebrais, produzindo alterações de humor associadas a sentimentos de dor, desesperança, baixa autoestima e culpa. Entre os fatores sociais que induzem os jovens terem a doença são o uso massivo da mídia, que não apenas vende um produto, mas também impõe um padrão de vida a ser seguido, no qual é dificilmente atingido, causando um sentimento de frustração e baixa autoestima entre os jovens.
Outro fator alarmante, é o despreparo dos pais em identificar a presença da doença no âmbito familiar, ocasionado pelo desconhecimento sobre o assunto, assim sendo, resultando na carência do tratamento adequado, gerando danos graves e muitas vezes irreversíveis. Ademais, o preconceito social envolto da doença, diretamente ligado a ignorância em massa sobre o assunto, é um fator decisivo pois descredibiliza os sintomas e a dificuldade de superação de quem sofre dessa doença cruel e silenciosa.
Desse modo, está claro que o suicídio tornou-se um problema de saúde pública. Portanto, é dever do Ministério da Saúde criar sedes com grupos de apoios compostos por profissionais no assunto, oferecendo gratuitamente a educação necessária para identificar tendências depressivas, objetivando amparar e informar os pais e jovens acerca dessa problemática. Ademais, cabe a mídia usufruir de seu poder persuasivo para campanhas de prevenção ao suicídio e valorização da vida, objetivando uma maior empatia da sociedade sobre as pessoas que enfrentam essa doença, pois apenas com a informação é possível diminuir o preconceito e acima de tudo as taxas de suicídio entre os jovens brasileiros.