Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 13/07/2019

O escritor e psicólogo, Augusto Cury, afirma que os suicidas não querem se matar, mas, sim, acabar com a dor. É alarmante o crescimento dos índices de suicídios entre os jovens brasileiros. Ainda tratado como tabu social, tirar a própria vida, é um problema de saúde pública e pode ser evitado na maioria das vezes.

Em princípio, deve-se ressaltar que a elevação dessa ocorrência é devido ao aumento das doenças mentais, da facilidade do uso de drogas e do bullying. A série americana, “Os 13 porquês”, abordou a temática, suicídio na adolescência, e os motivos que levaram a protagonista a si matar. De fato, a juventude é uma das fases de transição mais difíceis, e o jovens do país, devido à influência mundial, não estão sabendo lidar com as pressões cotidianas. E necessitam de acompanhamento familiar, médico e escolar para lidar com as mudanças e dificuldades desta época.

Além disso, as transformações das relações humanas, atualmente, impactam diretamente na sensação de não pertencimento dos jovens na população e por conta da imaturidade, eles optam por ceifar sua existência.  Segundo, Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, vive-se a modernidade líquida, que é a fase da volatilidade, insegurança e incerteza nas relações. E isso é preocupante, pois muitos adolescentes não reconhecem como necessário a sociedade,  e essa, que por muitas  vezes, também não nota os sinais suicidas, pois não há tempo para se atentar com o problema alheio.

Portanto, apesar da alta dos casos de suicídios entre os jovens brasileiros, existem meios para a prevenção. E que devem ser criados pelos Ministério de Educação e da Saúde, em conjunto, por meios de políticas públicas de saúde mental, com palestras para os familiares e acompanhamento psicológico nas escolas. Espera-se, com isso, demonstrar a relevância da juventude e que seja possível salvar vidas.