Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 31/08/2019

O fim trágico do romance “Os Sofrimentos do Jovem Werther” gerou na Europa um fenômeno caracterizado pela ocorrência de suicídios em série. Apesar de isso ter estado presente há mais de dois séculos atrás, a situação brasileira contemporânea não difere do ocorrido no continente europeu. Visto que, a cada dia o número de casos de autoquiria entre os jovens só aumenta. Nesse sentido, é necessário averiguar a questão da depressão nesse contexto, assim como a participação da família em tentar prevenir esse mal.

Em primeiro âmbito, é preciso destacar que o desejo de atentar contra a própria vida geralmente é decorrente de doenças psicológicas, como a depressão. Segundo o psiquiatra Augusto Cury “quando uma pessoa pensa em suicídio, ela quer matar a dor, mas nunca a vida”. Portanto, o ato de se matar não está ligado apenas à vontade de morrer, mas principalmente pela urgência de encerrar os sentimentos de solidão e os pensamentos pessimistas comumente causados pela patologia em discussão.

Além disso, há a questão da família que, por falta de conhecimento sobre o assunto, não consegue perceber os sinais de depressão em um filho. Prova disso é o documentário brasileiro “Silêncio que Mata”, no qual pais descrevem a perda de seus filhos afirmando jamais terem notado que esses eram depressivos. Por outro lado, é relatado também a imensa dificuldade que esses jovens costumam ter em se comunicarem com seus entes. O que acaba por dificultar ainda mais que tal empecilho seja evitado.

Portanto, são necessárias medidas que contribuam para a diligência dessa epidemia. Assim sendo, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, promover uma campanha de prevenção ao suicídio. Para os alunos devem ser feitas palestras que tratem de como encarar os sintomas depressivos e de outros distúbios. Além disso, devem ser oferecidos aos jovens serviços de apoio, que contem com a ajuda de psicólogos e especialistas, objetivando esclarecer maneiras de lidar com problemas, incentivá-los a falarem sobre esses e indicar outras saídas para os casos mais graves. Já para os pais, podem ser realizadas rodas de conversa, com o auxílio de professores e profissionais da saúde e com o fito alertar a família sobre os sinais mais evidentes dessa mazela. Dessa forma, o suicídio entre os adolescentes poderá então ser combatido.