Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/07/2019

Valor à vida

Promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde. Contudo, a crescente taxa de suicídios, consequência do preconceito ainda presente e a falta de preparação para lidar com o assunto, impede a concretização desse direito na prática. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, urge analisar o preconceito ainda existente na população à respeito do suicídio. Nesse contexto, observa-se que, apesar dos acontecimentos ocorrerem com grande frequência, o tema ainda é um tabu entre os brasileiros. De acordo com a psicóloga Karen Scavacini, é preciso levar a sério e falar sobre o suicídio. Desse modo, constata-se a importância de abordar o assunto e agir contra futuros casos.

Outrossim, a despreparação das escolas para enfrentar o problema corrobora com novos incidentes. Nesse âmbito, é de conhecimento geral que os adolescentes passam um tempo considerável no ambiente escolar, onde há parte do desenvolvimento social dos alunos. Entretanto, o suicídio é a quarta principal causa de morte entre jovens e adolescentes no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde. Dessa maneira, fica evidente que existem lacunas nesse ambiente que contribuem para tal índice.

Portanto, medidas são necessárias para prevenir o impasse. O Ministério da Saúde, em parceria com a rede midiática, deve realizar uma campanha com informações, pessoas que venceram o problema e onde buscar ajuda, e, por meio do seu grande alcance, colaborar com a prevenção. Ademais, o governo deve disponibilizar psicólogos nas escolas para ajudar os alunos, por meio de esclarecimento em sala de aula e consultas particulares, a fim de diminuir a ocorrência entre os adolescentes. Dessa forma, garantir-se-á a prevenção de suicídios no Brasil.