Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/07/2019

A questão do suicídio entre os jovens no país não é um problema atual, visto que, segundo a BBC Brasil, desde a década de 80 tem-se registrado casos entre brasileiros de 15 a 29 anos. De lá até os dias atuais, caminha-se lentamente à solução dessa problemática, posto que, dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) destacam que o problema se tornou a segunda maior causa de morte dentre esses jovens.

No filme “Last Days”, que retrata os últimos momentos do cantor Kurt Cobain, o suicídio é relatado como um processo final de um sofrimento existencial. Fora das telas, também pode ser considerado como tal. Ademais, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, um em cada dez estudantes no Brasil é vítima de bullying, Deve-se pontuar, que pela baixa autoestima, as vítimas desse tipo de agressão podem desenvolver transtornos e, consequentemente, cometerem o suicídio, como afirma o jornal americano Medical Association.

Tais agressões evidenciam-se como problemas a serem solucionados na busca da mudança dessa realidade. A psicóloga Karen Scavacini alerta sobre as redes sociais e menciona que, por mais que haja um contato virtual, o contato propriamente dito tem diminuído. Destaca, ainda, que o problema da vida “online” é que as pessoas parecem sempre estar felizes. É preciso, contudo, que haja um contato significativo entre as pessoas. Ou seja, a aproximação de amigos e familiares são alternativas no combate ao suicídio, sendo a prevenção o maior dos pilares.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde organizar palestras em parceria com as escolas e as universidades alertando sobre a importância do combate ao bullying, como também incentivar o convívio fora das telas dos celulares, além disso, apresentar o serviço de ligações que auxilia na prevenção ao suicídio e funciona em todo o país por meio do número 188.  Parafraseando Peter Drucker, a melhor forma de prever o futuro é criá-lo. Dessa forma, enfim, pode-se idealizar um Brasil longe do suicídio.