Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 24/07/2019
Na série da Netflix ‘‘13 Reasons Why’’ em cada um dos episódios são retratados os motivos da adolescente Hanna ter cometido suicídio. A temática da infelicidade fez com que parte do jovem público, no século XXI, se sentisse representado pelos anseios do personagem e, inclusive, passassem a ver a morte como uma forma de libertação. Neste sentido, percebe-se que esse problema de saúde pública já se alastra, e hoje, no Brasil, a taxa de suicídio entre os jovens faz-se crescente, evidenciando a urgência de alteração deste cenário preocupante.
Em primeiro lugar, o suicídio é, por vezes, uma consequência de um quadro depressivo do indivíduo. Sabe-se que a depressão é uma patologia que atinge os mediadores bioquímicos envolvidos na condução dos estímulos através dos neurônios, atuando para que o ser se sinta desestimulado, triste e com baixa autoestima. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) 75% das pessoas que se suicidaram procuraram ajuda antes efetivamente ad consumação do ato. Em virtude disso, quando essas pessoas se sentem incompreendidas e não têm o apoio de pessoas queridas, o suicídio lhes convém como uma escapatória às opressões que as rodeiam.
Outro fator alarmante é a ausência de intervenção familiar. Infelizmente, há pais que não se atentam às ações exercidas pelo próprio filho e são comuns os casos de jovens que se queixam com seus responsáveis sobre insatisfações e lamentos de seu cotidiano, mas o assunto é tido como “frescura” pela família. Tal reação gera a sensação de desamparo e, por conseguinte, pessoas de má índole encontram na internet uma forma de atrair esse público fragilizado ao ato suicida. Exemplo disso, foi a criação do jogo online “Baleia Azul”, em que um “curador” anônimo estabelece cinquenta desafios – dentre eles a automutilação – ao adolescente, sendo a última etapa, a retirada da própria vida. Vê-se, assim, a necessidade de um maior acompanhamento parental e preventivo ao suicídio.
Nota-se que o suicídio se tornou um problema de saúde pública no Brasil. Para alterar esse cenário, portanto, a OMS, junto às escolas, deve promover o treinamento de profissionais da educação para identificar tendências depressivas nos jovens. Além disso, os responsáveis devem ser mais atentos ao comportamento dos filhos em casa e na internet, promovendo o diálogo frequente e o zelo e; à mídia, cabe usufruir de seu poder persuasivo para campanhas de valorização à vida e o incentivo à procura de auxílio. Dessa forma, as taxas de suicídio amenizarão e construiremos uma sociedade mais empática.