Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/07/2019
Desde o surgimento das ideias iluministas, entende-se que uma sociedade só progride quando os indivíduos se mobilizam com os problemas dos outros. No entanto, quando se observa o suicídio de jovens no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal teórico não é constatado na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela negligência do Estado, seja pela tardia percepção dos familiares e amigos do ciclo do sofrente.
Primordialmente, vale ressaltar que a ausência de políticas públicas eficientes são elementos agravadores do problema. Consoante a Aristóteles, filósofo grego, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos. Logo, se verifica que esse conceito está adulterado no Brasil, ao passo que, escolas, universidades e demais órgãos públicos, não há profissionais especializados que possam acompanhar e tratar da saúde mental desses jovens.
Outrossim, o desconhecimento do problema e a desatenção do padecente por parte dos amigos e parentes, também é um fator impulsionador desse imbróglio. De acordo com o Ministério da Saúde, na última década, houve um aumento significativo no suicídio de jovens no país, os motivos são diversos, vão desde a pressão de estar sempre ajustados às tendências dessa liquidez pós-moderna, como a questões econômicas. Desse modo, um olhar mais atencioso de pessoas próximas é fundamental para evitar a tragédia.
Diante dos fatos supracitados, é notório que medidas são necessárias para atenuar o problema. Portanto, cabe ao Governo Federal, através do Ministério da Saúde e Educação, promover nas escolas e universidades, palestras e treinamentos por meio de profissionais habilitados, com a participação de professores, familiares e responsáveis, apontando estratégias preventivas que combatam esse destino infeliz. Espera-se com isso, diminuir os índices de suicídios de jovens no pais e oferecer uma nova esperança para esses pacientes.