Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/07/2019
Suicídio é o termo utilizado quando uma pessoa auto-inflige a sua morte, ou seja, quando ela tem o desejo de retirar a própria vida. Tal problemática atinge milhares de pessoas no Brasil, levando a ser a terceira maior causa de morte na população, atrás de acidentes e homicídios. Diante disso, o suicídio apresenta desafios para ser combatido graças aos preconceitos existentes por padrões sociais e também por problemas individuais.
Em primeira análise, os padrões impostos pela sociedade levam muitos jovens a se sentirem excluídos de um grupo social. Sobre esse prisma, a grande maioria de indivíduos que seguem padrões, sejam eles estéticos ou não, criam uma visão de que apenas eles estão corretos e que todo o resto da população tem o dever de se enquadrar aos princípios seguidos de tal grupo. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), suicídios cometidos entre jovens e adultos de 15 a 34 anos tem aumentado 60% nos últimos 50 anos, ou seja, a baixa autoestima causada por bullying e exclusão induz as pessoas a cometerem tamanha crueldade.
Em segunda análise, problemas enfrentados dentro das casas, como divórcio ou morte de familiares, também são fatores que colaboram a favor do ato. Tais situações enfrentadas, principalmente por adolescentes, deixam as vítimas sem saber para onde correr e pedir ajuda, causando muita das vezes distúrbios relacionados a mente, como dificuldade na interação social. Segundo o filósofo Nietzsche, ‘‘a ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más’’, na qual sua citação traz a explicação de que tal ato é como uma válvula de escape aos que sofrem, muita das vezes em silêncio. Entretanto, parentes e familiares que percebem algum comportamento fora do normal em outros membros da família tem o dever de entrar em contato com alguém que poderá oferecer ajuda a eles.
No entanto, os diversos desafios a situações que o suicídio acarreta não são fáceis de combater. Cabe a profissionais da medicina e psicólogos em consonância a OMS detectar os indivíduos que demonstram sintomas de ser suicida com o fito de auxiliá-los e ajudá-los a superar e se libertar de tal problema. Também cabe aos alunos e professores junto a psicólogos a promoverem campanhas contra bullying nas escolas a fim de combater o preconceito. Só assim a população poderá ter a ânsia de viver e ver como a vida pode ser bela.