Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/08/2019
Na série americana “Os treze porquês”, a protagonista Hannah Baker registra em treze fitas os motivos que a levaram a cometer suicídio. Fora da ficção, nota-se na contemporaneidade a persistência desse ato, principalmente em relação aos jovens. Nesse contexto, necessário é a análise dos fatores impulsionadores desse problema como a padronização social e o bullying nas escolas.
É indubitável, de fato, que a pressão em se encaixar nos padrões da sociedade é um obstáculo a ser enfrentado. Segundo Émile Durkheim em seu livro “O Suicídio”, o suicídio não é um fator pessoal, mas sim social. Partindo desse pressuposto, hodiernamente, criou-se uma “ditadura da beleza”, nas quais os adolescentes se veem na obrigação de se inserirem para serem aceitos pelos indivíduos. Logo, quando não alcançam suas expectativas, a sensação de fracasso somada à baixa auto estima levam eles a pensamentos suicidas. Prova cabal disso é o jogo “Baleia Azul”, que ficou muito conhecido em 2017, no qual incentivava os jovens ao suicídio através de desafios.
Outrossim, outro elemento fomentador dessa problemática é o bullying nas escolas. Tal barbárie é muito prejudicial ás vítimas, uma vez que sofrem tanto agressões verbais, quanto físicas por motivos inválidos como o peso, a cor de pele ou a aparência. Isso tem levado cada vez mais os jovens à depressão e ao suicídio, já que se sentem inferiores em relação ao seu agressor e assim, perdem a perspectiva de melhora e acredita que não há mais saída. Segundo o Mapa da Violência de 2017, a taxa de suicídios entre jovens de 15 a 29 anos aumentou quase 10% em relação ao ano de 2002.
Mediante o exposto, pode-se inferir que medidas são necessárias com o fito de mitigar esse dilema. Primeiramente, os veículos midiáticos, principalmente a internet, deveriam divulgar propagandas e mensagens de apoio na redes sociais, com o intuito de romper com esses padrões da sociedade e incentivar os jovens a se autoaceitarem. Ademais, o Ministério da Educação, em consonância com as escolas e universidades, deveria ministrar palestras anti-bullying e criar um sistema de denúncias de forma anônima para aqueles que sentem vergonha de se pronunciar. Destarte, o Brasil tornar-se-á um país mais atencioso e tranquilo em relação aos jovens e adolescentes.