Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/10/2019
No final do século XVIII na Europa,uma vertente romântica ficou muito famosa por causa do seu impacto na sociedade,o escapismo.Essa tema subjetivo levava o indivíduo a tirar a própria vida,como forma de aliviar a dor e o sofrimento.Atualmente,houve um aumento nos casos de suicídio entre jovens no Brasil, abrindo margens para discussão sobre esse tabu social e como ele se torna um problema de saúde pública.
Embora órgãos públicos aconselhem sobre os debates relacionados ao suicídio na sociedade, esse tema ainda é complexo para ser discutido de maneira abrangente. Há um receio de que o diálogo sobre isso, possa se tornar um gatilho para efetivar essa decisão. Haja vista que a Organização Mundial da Saúde (OMS),advertiu sobre a importância de debater sobre o tema,de forma adequada, sem julgamentos, pretensões ou acusações, apenas por empatia e com mente aberta,é possível evitar os pesamentos suicidas do próximo. Expor de maneira sensacionalista ou glamourosa o ato de tirar a própria vida, pode levar ao “suicídio por imitação”,que ficou evidente na era romântica, pois,com o tom depressivo naquelas obras, a morte foi almejada como alternativa, o que provocou inúmeras autoquírias nos jovens leitores da época, evidenciando assim, a fragilidade do indivíduo e o efeito subjetivo que algumas comunicações podem ter.
Ademais, vale ressaltar que o país vive um problema de saúde pública por causa do autoextermínio. De acordo com o Ministério da Saúde, 11 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos, ou seja,32 indivíduos se autodestroem todos os dias só no Brasil. Analogamente, precisaria de 45 tragédias da boate kiss para se equiparar com esse dados, revelado uma grave crise disseminada na sociedade. O suicídio geralmente está associado há distúrbios psicológicos, como depressão, esquizofrenia ou bipolaridade, além de afetar principalmente jovens de 15 a 29 anos de todas as classes sociais, segundo o Ministério. Todavia, vale ressaltar que a OMS advertiu que 90% dos casos de suicídio poderiam se evitados com o auxílio medico e familiar presente na vida da vítima.
Portanto é mister que o Estado tome providências para atenuar o problema. Para isso o Ministério da Saúde, através de verbas públicas, deve aumentar a quantidade de psicólogos e psiquiatras em postos de saúde onde o índice de problemas mentais é alto, para que assim, muitas pessoas sejam atendidas, diagnosticadas e acompanhadas por profissionais, capazes de oferecer conforto e alívio para esse indivíduo. Por conseguinte, é necessário que haja um aumento nas campanhas de prevenção contra o suicídio, nas redes sociais e televisivas, a fim de abranger o maior público possível, e atentar todas as esferas sociais para essa crise humanitária, que recorre de tempos em tempos.