Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/08/2019

Segundo Thomas Hobbes, o papel fundamental do Estado é regular as relações humanas, dado o caráter da condição natural dos homens que os impele à busca do atendimento de seus desejos. Entretanto, no Brasil, nota-se que tal papel não é cumprido, resultando no desequilíbrio das relações, de modo que sejam causadas diversas mazelas sociais, em especial, o suicídio. Esse, infelizmente, vem mostrando números alarmantes de incidência no território nacional. Nessa perspectiva, é perceptível que dois aspectos potencializam a problemática: os problemas psicológicos fortemente presentes no século XXI e a frenética tentativa do jovem de tentar encaixar-se em padrões sociais. Assim, nota-se a necessidade de mudanças a fim de diminuir a incidência do suicídio entre os jovens.

A priori, é conveniente destacar o altíssimo número de problemas psicológicos que são identificados no público jovem, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos dez anos o número de pessoas com depressão aumentou 18,4%, isso corresponde a 322 milhões de indivíduos, ou 4,4% da população da Terra. Dessa forma, nota-se a grandiosidade do problema, uma vez que a depressão é um dos principais agravantes do suicídio, por atingir fortemente o sistema nervoso do indivíduo. Assim, nota-se a necessidade da valorização da saúde mental, de modo que a sociedade perceba a importância de ajudar o seu semelhante, visando à diminuição dos problemas mentais e o convívio harmonioso.

Ademais, outro fator a colaborar com a problemática é a busca implacável dos jovens para atingir padrões impostos pela sociedade. Conforme a Psicologia do Desenvolvimento, o jovem é facilmente influenciado pelas opiniões alheias e, nesta tentativa de se encaixar, passa a agir de forma inconstante, de modo que seja pensada na opção de tirar sua própria vida. Nessa perspectiva, nota-se a influência que a sociedade possui sobre um indivíduo, e, por conseguinte, a necessidade da responsabilidade afetiva, buscando agir de forma empática e aceitar o indivíduo do jeito que ele é, evitando os padrões sociais. Assim, torna-se notória a necessidade de mudanças comportamentais da sociedade brasileira, a fim de melhorias no convívio e a diminuição dos lamentáveis índices de suicídio entre os jovens.

Nessa perspectiva, compete ao Ministério da Educação, somado ao Ministério da Saúde, identificar os fatores de risco, assim desenvolvendo projetos que elevem a autoestima dos jovens, além de desenvolver e gerenciar palestras acerca da problemática. De modo que seja explicitado modos de comportamentos adequados, além de promover espaços de diálogos aos jovens, o que é de suma importância na adolescência. Dessa forma, espera-se a diminuição dos números de suicídios, de modo que seja atingido, de forma eficaz, a ideia de Estado posta por Thomas Hobbes.