Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/08/2019

Desde os mais remotos tempos, a vida de milhares de jovens é interrompida, violenta e abruptamente de maneira voluntária, chocando não só as pessoas de convívio desses meninos e meninas, mas a sociedade de forma mais ampla. Assim, torna-se necessária uma profunda análise com intuito de prevenir, com mais efetividade,novos casos tão trágicos.

Em primeiro lugar, é essencial refletir sobre as causas de tal problemática e dessa forma, não pode-se deixar de lado os estudos do sociólogo Zygmunt Bauman, que encontra na fragilidade e liquidez dos relacionamentos atuais, a origem do individualismo e do isolamento, comportamentos que desencadeiam inúmeros transtornos mentais, deixando a porta aberta para atitudes drásticas, como automutilação e suicídio.

Sendo assim, temos o consequente aumento nos números de suicídio nessa faixa etária. Segundo dados do Mapa da Violência de 2017, a taxa de mortes autoprovocadas subiu 10 % desde 2002 entre jovens de 15 a 29 anos, e se observarmos além, a taxa entre os anos 1980 e 2014 subiu 27,2%, um número que pede atenção e providências.

Conclui-se, portanto, que medidas urgentes devem ser tomadas a fim de inibir tal tendência. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deve aliar-se ao Ministério da Educação para criar campanhas e debates nas escolas, visando derrubar o tabu acerca do tema, atitude que por si só já minimiza as dores de quem já pensou em atentar contra a própria vida, permitindo visualizar caminhos para a superação de seus problemas. Além disso, devem ser contratados profissionais de saúde mental para prestar atendimento aos alunos, fazendo acompanhamento contínuo, desde a gênese das perturbações e adversidades que podem implicar em agravamento de possíveis transtornos mentais. Dessa forma, com debates, tratamentos e acompanhamentos constantes, conflitos e crises desses adolescentes poderão ser sobrepujados, evitando novas ocorrências de tão tristes acontecimentos.