Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 07/08/2019
De acordo com o escritor contemporâneo brasileiro August Cury, “A depressão é o último estágio da dor humana”.De modo análogo,a questão do suicídio entre jovens no Brasil hodierno,segue o mesmo caminho,já que indivíduos que sofrem com distúrbios emocionais, como, pressão psicológica, ansiedade, bullyng e bipolaridade, são impulsionados a se isolarem da sociedade,e por efeito, buscam a morte como forma de alivio para a solidão.Logo, é pertinente discutir esse problema e encontrar soluções que possam reestabelecer a harmonia abalada por tal embate.
Em primeira análise,é oportuno frisar que o público juvenil é afetado diretamente por transtornos mentais perante o âmbito vivido,devido a pressão exercida pela sociedade,a falta de diálogo e empatia ocasionada pela modernidade líquida- relações “rasas”, sem afeto e preocupação com o próximo- enfrentada no século XXI,defendida pelo sociólogo Zygmunt Bauman.Sobre o mesmo viés, o Centro de controle e prevenção de doenças (CDC), constatou que 45% dos casos de suicídio estão ligados a relacionamentos. O que gera inúmeros malefícios para os cidadãos brasileiros.
De modo paralelo, tais atos fogem do controle da Constituição Federal (CF) de 1988, que dá ao governo a responsabilidade do bem-estar e saúde da população. Decorrente a isso, pessoas que sofrem com distúrbios psíquicos dão indícios de cansaço psicológico em redes sociais, no entanto, o corpo social apresenta tantos tranços de opressão, que os sintomas são deixados de lado como um tabu, logo, não possuem um auxílio público para tratarem a doença devidamente, diante desse contexto, não encontram outra saída a não ser tirar a própria vida. De acordo com pesquisas realizadas pela Organização do Ministério da Saúde (OMS), o suicídio é a quarta causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, no qual resulta , um suicídio a cada 45 segundos no Brasil.
Assim, mostra-se cada vez mais urgente a intervenção do estado na saúde pública. Pois, segundo o artigo 5° da CF, o direito ao bem-estar é fundamental, e para a consolidação desse direito é necessário garantir a dignidade por meio de ações governamentais satisfatórias e práticas para o exercício dessa. Prontamente, cabe aos familiares, visto suas ações serem de total relevância para a formação de um cidadão, atentarem das maldades do mundo e observarem atentamente sintomas de desânimos recorrentes- por meio de perguntas simples que mostram interesse pela saúde mental do indivíduo- no qual resultará em afeto e empatia. Concomitante,a Mídia, baseada nas redes sociais junto ao Ministério da Saúde, deverá utilizar seus poderes de influência para criar páginas confiáveis de ajuda para aqueles que não tiverem auxílios de unidade pública. Enfim, a harmonia será alcançada gradativamente consoante ao dito de Bauman: “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”.