Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 12/08/2019
A palavra suicídio foi criada no século XVIII, contudo o ato de tirar a própria vida é algo bastante antigo, por exemplo nas civilizações clássicas grega e romana nas quais os homens cometiam suicídio como forma de preservar sua honra.Tal tema continua presente na atual sociedade, entretanto é pouco discutido e tratado como um tabu. Isso contribui para que o indivíduo se sinta solitário, desamparado e hesite em procurar ajuda. Como resultado, a saúde mental da pessoa é comprometida e culmina no suicídio. Sob ponto de vista análogo, torna-se aparente a necessidade de uma intervenção que visa auxiliar a população acerca desse assunto.
Em primeira instância é cabível mencionar que, na sociedade contemporânea, o suicídio é um assunto cada vez mais abordado tanto pela mídia quanto pela população, todavia a ser um tema bastante delicado. O ato de tirar a própria vida é, normalmente, precedido de uma carga emocional negativa como a sensação de estar sem saída, que ocorre comumente na área financeira, e as influências do corpo social no qual o indivíduo está inserido. um exemplo dessa influência é o jogo da “Baleia Azul”, que surgiu em 2017 nas redes sociais e virou uma espécie de moda entre os usuários, e consiste em realizar tarefas que depreciam o psicológico do jogador. Esses fatores geram uma crise emocional na pessoa, que deseja findar seu sofrimento.
Concomitante a isso, vale pontuar que nem toda pessoa com tendência suicida é mentalmente fraca e sim uma forma de fuga de seu desespero, fruto de uma sobrecarga emocional. Entretanto isso não é compreendido por todos o que leva o suicida a ser incompreendido e a não ser levado a sério. A desinformação da população prejudica o acolhimento dessas pessoas pelo corpo social e geram até preconceitos que agravam o estado depressivo do indivíduo. Tal problemática deve ser lavada a sério, porque de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas) ocorrem em média 400 milhões de suicídios por ano, o que torna aparente a necessidade de intervir.
Em detrimento dessa questão, torna-se necessário, inicialmente, a divulgação do tema nos meios midiáticos. O CFM (Conselho Federal de Medicina) pode propor a contratação de psicólogos e psiquiatras em hospitais e escolas para darem assistência à população já que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% dos brasileiros com doenças psicológicas não têm acesso ao tratamento. Essa proposta pode ser agregada e complementada à campanha “Setembro Amarelo”, para intensificar a difusão desse assunto na sociedade, enfraquecer qualquer preconceito quanto a esse problema e proporcionar uma melhor qualidade de vida, ou seja, “não basta viver, é necessário viver bem” como dissera Platão.