Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/09/2019

O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens entre 15 a 29 anos. Em 2018, o suicídio nessa faixa etária, no Brasil, aumentou 2,3%, o que representa 1 caso a cada 46 minutos, como publicado no jornal Globo. Os principais fatores associados ao comportamento suicida são conflitos familiares, senso de isolamento, violências vivenciadas e transtornos mentais. Além disso, as taxas de suicídios são alarmantes em grupos vulneráveis, que são aqueles que sofrem discriminação, como indígenas, negros, LGBTI e pobres. Logo, deve planejar os caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil, pois é consequência das pressões sociais, e, também do descaso público.

De fato, as pressões sociais que os mais jovens enfrentam no dia-a-dia torna o processo de prevenção ao suicídio um obstáculo. Nessa perspectiva, o Ministério da Saúde constata que os jovens indígenas tem taxa de suicídio três vezes maior do que a média do país, a Funai declara que é em razão da forte pressão de ruralistas que invadem seus territórios, ameaçando o direito à terra. Além disso, o Ministério da Saúde registra a prevalência de suicídio entre as pessoas LGBTs, que por sua vez está relacionada com a imposição de padrões sociais e os preconceitos da sociedade brasileira. Nesse sentido, percebe-se que há muitas variáveis para a ocorrência do suicídio, e os jovens sentem incapazes de lidar com elas, o que tornam os caminhos para a prevenção ao suicídio desafiadores.

Ademais, o descaso público para os grupos carentes é outra problemática para a questão de prevenção ao suicídio. Essa realidade é constatada em março de 2019, divulgado pelo o jornal Folha de São Paulo, quando o governo federal determinou o corte de mais de 30% nos gastos públicos com a educação. A diminuição de gastos com os jovens intensifica ainda mais as crises existenciais, pois dificulta a ascensão econômica de pobres, negros, e outros grupos, o que adentram no mercado da informalidade com menor remuneração, e na pior das hipóteses, se tornam desempregados. Assim, verifica-se que o descaso do governo é uma barreira aos caminhos de prevenção ao suicídio à medida que as crises econômicas afetam gravemente os jovens nos campos social e psicológico.

Dessa forma, as principais barreiras para os caminhos de prevenção ao suicídio de jovens brasileiros são as pressões que vivenciam, e, também o descaso público. Desse modo, deve o Ministério da Educação implantar nas unidades escolares, em todas as comunidades municipais, um departamento de escuta e aconselhamento para os jovens que necessitam de ajuda para as questões emocionais e para outros problemas do cotidiano. Essa ação deve ser implantada com auxílio de profissionais especializados, como médicos, sociólogos, psicólogos e assistentes sociais. O atendimento deve ser contínuo a fim disponibilizar o acesso e prevenir o suicídio.