Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 14/08/2019

Na série “Thirteen Reasons Why”, a adolescente Hannah Baker se suicida. Ao longo do seriado, a protagonista descreve os motivos que a levaram à tomada dessa decisão. Análoga à ficção, no Brasil, o suicídio entre jovens possui índices elevados, o que revela uma problema de ordem social no país. Tal fato é comprovado pelo jornal “O Tempo”, que relata o aumento de 24% das mortes entre jovens de 15 a 29 anos, no período de 2006 a 2015. Sob tal enfoque, cabe destacar as possíveis causas internas e externas que provocam o término da vida dessa faixa etária.

Em primeira análise, convém ressaltar que a depressão e a ansiedade nos jovens são fatores que corroboram para a elevação exponencial dos casos suicidas. Devido aos efeitos desses transtornos mentais - tais como sofrimento constante e visão pessimista acerca do mundo - o indivíduo que, em sua maioria, encontra-se sob estresse emocional, procura por alternativas que o possibilitem acabar com seu sofrimento interno. Nesse sentido, Rosseau afirma que o homem nasce livre mas por todas as partes encontra-se acorrentado. A máxima expressa pelo filósofo suíço mostra que por conta desse sentimento, as vítimas dessas perturbações sentem-se presas às suas respectivas dificuldades de superação do caos interior que lhes afligem.

Em segunda análise, a má relação do jovem com o meio no qual está inserido - o qual é composto majoritariamente por familiares - é um dos motivos que o leva à sensação de não pertencimento a esse. Nessa perspectiva, quando o referido segmento social da vítima a expõe à situações que põem em risco a saúde emocional da mesma, esse cria razões para que essa pessoa recorra à morte forçada. Tais ocorrências são caracterizadas pela ausência do diálogo e pelo não reconhecimento dos sinais dados pelo cidadão, tal como o isolamento social. Como resultado, o suicida não possui abertura para dizer o que sente e pedir ajuda, permanecendo, assim, em seu sofrimento.

Destarte, visto que o suicídio entre jovens é um problema que engloba aspectos internos e externos, urge, em primeira instância, que o indivíduo procure ajuda profissional, por meio da ampla conversa com um psicólogo, a fim de que esse lhe apresente soluções. Ademais, é necessário que os familiares da vítima a ofereçam apoio, por intermédio da abertura para o diálogo, a fim de transmitir confiança e compreensão à ela. Desse modo, atitudes como a de Hannah Baker não repercutirão para as sucessões futuras, visto que no Brasil a juventude não mais sofrerá com esse mal.