Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 21/08/2019
A série “13 Reasons Why” retrata todas as falhas cometidas por colegas, que culminaram no suicídio da personagem Hannah Baker. Paralelamente, não distante da ficção, no Brasil, devido a fatores sociais e à negligência com relação as doenças psicossomáticas, o índice de jovens cometendo autocídio têm aumentado no país.
A priori, é lícito postular que as relações sociais são determinantes para a inserção de uma pessoa na sociedade. Nesse contexto, como pondera o antropólogo Timothy Alan Lucas, as práticas de bullying, que isolam e afastam os adolescentes das redes de convivência, tornam-se extremamente nocivas. Dessa forma, no Brasil, um país marcado pela desigualdade e crescente exclusão social, a consequência dessa situação é o aumento no número de brasileiros cada vez mais jovens tirando a própria vida.
Outrossim, é imperativo pontuar a falta de atenção as doenças psicossomáticas como um entrave. Sendo assim, as instituições brasileiras, governo, família e escola, têm negligenciado as enfermidades de ordem mental, como a ansiedade e a depressão. Evidenciando o supracitado, têm-se a falta de informações, de tratamentos específicos e diálogos na sociedade que as englobem, culminando, consequentemente, no aumento da taxa de autocídios. É factual, portanto, prevenir tal cenário patológico.
Em suma, o suicídio é um complexo desafio hodierno e precisa ser combatido. Dessarte, a mídia, por meio de seus exemplos ficcionais em novelas, deve criar enredos que abordem os liames existentes nas práticas de bullying, mostrando as problemáticas, desencadeamentos e alternativas para se conseguir ajuda quando necessário. Em paralelo, as instituições escolares, responsáveis por estimular o pensamento crítico na população, devem buscar aumentar o conhecimento dos alunos, desde a tenra idade, através de palestras e debates com profissionais, sobre as doenças mentais, visando prevenir atos suicidas. Assim, feito isso, casos como o de Hannah Baker, retratado na ficção, não fará parte da realidade brasileira.