Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/08/2019
Uma doença silenciosa que vem afetando principalmente jovens,que segundo a Psicologia do Desenvolvimento, estes são mais fáceis de serem influenciados por opiniões alheias, além de tentarem se adequar aos padrões impostos para que sejam aceitos. Quando a aceitação não ocorre esses adolescentes acabam ficando vulneráveis e viram alvo de chacotas e agressões, gerando o famoso bullying, que junto com a depressão é um dos principais responsáveis pelo aumento do suicídio entre os jovens brasileiros.
Sabendo disso a escola e a família são pilares essenciais para evitar que novos casos aconteçam, já que segundo uma pesquisa da Universidade Federal de Goiás, a família é necessária para a criação de laços afetivos e estes podem virar inibidores do suicídio já os índices são menores para as pessoas que possuem um lar estruturado e aberto ao diálogo. Em contra partida uma família desestruturada com casos de violência doméstica ou um ambiente negativo para o desenvolvimento de um jovem é considerado favorável para que ocorra um autocídio.
Outrossim, a escola sendo uma formadora de indivíduos e como uma das responsáveis por inseri-los em sociedade tem a obrigação inibir e relatar os casos de bullying que acontecem perante a sua responsabilidade, para que os adolescentes que fizeram e sofreram bullying sejam acompanhados por um profissional indicado pela escola para que tenha-se a certeza sobre o estado da saúde mental de ambos. Assim, o pensamentos de Émile Durkheim, que afirma em seu livro que o suicídio é um fato social que pode ser causado pela influência da sociedade confirma a necessidade de uma atenção e aceitação da sociedade perante aos jovens brasileiros.
Portanto, é necessário que o Ministério da Educação junto com o Ministério da Saúde preparem cursos para identificar os fatores de risco, aumentarem o preparo dos profissionais e os diálogos com o jovens sobre o suicídio, já que no Brasil existe uma crença que falar sobre o assunto irá atiçar a prática entre os jovens, pois são mais fáceis de influenciar. Além de disponibilizarem psicólogos e outros profissionais capacitados para atender jovens debilitados que precisem de ajuda e aumentar a autoestima dos adolescentes para que esta doença não tire a vida deles.