Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 26/08/2019
O renomado psicológo Augusto Cury afirmou que há uma crescente de escravos em sociedades livres, mas as algemas não são físicas, são cárceres emocionais, descrevendo o atual contexto. Sob esse viés, os jovens passam por diversos transtornos internos e externos, desenvolvimento de doenças mentais, como depressão e síndrome do pânico. Dessa forma, a fim de fugir da realidade inserida e cessar a dor, esse grupo comete suicídio, necessitando do investimento em profissionais da área da saúde e da ampla divulgação para prevenir a expansão na sociedade civil.
Mormente, a questão do suicídio tem raízes na Antiguidade Clássica, onde os filósofos da época entendiam como um método para livrar do próprio sofrimento de maneira rápida. Sendo assim, esse pensamento ainda perpetua no atual cenário, principalmente entre os jovens, conforme dados da OMS que confirma ser a segunda causa de morte entre indivíduos de 15 a 29 anos, fruto de doenças mentais como depressão, a qual interfere no bem estar, proporcionando o sentimento de desânimo em relação a vida. Nessa perspectiva, a divulgação desse problema torna-se necessário com o objetivo de romper o preconceito existente, uma vez que é associado a uma ação apenas de chamar atenção.
Ademais, o ambiente social destabilizado vividos por jovens prejudicam o equilíbrio emocional, acarretando na síndrome do pânico- crises inesperadas e pensamentos negativos. Segundo o geógrafo Milton Santos: Sociedade Alienada é aquela que enxerga o que separa, mas não uni seus membros. Desse modo, a visão acerca do suicídio na comunidade civil ainda é mínima, em razão do baixo investimento em equipes de profissionais dispostos para a prevenção, como psicólogos, indo no sentido contrário do Constituição de 1988, a qual assegura o direito essencial a assistência médica.
Dessarte, o suicídio é crescente entre os jovens brasileiros fruto de doenças mentais, precisando de caminhos para garantir a prevenção eficaz. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve promover a elaboração de um Projeto de Lei baseado na parceria entre o Ministério da Saúde e da Educação, o qual proporcione o investimento em psicólogos em postos de saúde e em escolas, além de planejar uma ampla divulgação do setembro amarelo, por meio de documentário, debates e cartilhas para a fácil identificação de sintomas de doenças mentais. Outrossim, buscar romper o paradigma existente acerca dessa ação, por intermédio da atuação das mídias de massas com a publicação de dados e a formulação de mecanismos comunitário de assistência. Por fim, essas medidas têm a finalidade de assegurar o direito essencial da Constituição e evitar a expansão dessa problemática entre os jovens.