Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 27/08/2019
No ano de 2013, na efervescência da Primavera Árabe, movimento de protestos contra governos autoritários, crise econômica e maiores direitos, um jovem tunisiano ateou fogo ao próprio corpo. Não muito distante a esse fato, no cenário nacional, o suicídio entre jovens apresenta elevados índices. Fato esse, que se deve, sobretudo, ao aumento das doenças emocionais aliada à anomia social. Desse modo, é de grande importância, um debate a respeito dos caminhos para prevenir o suicídio entre jovens no Brasil.
Em primeiro lugar, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda principal causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos. Nesse contexto, destaca-se a forte participação de doenças emocionais, como a depressão, ansiedade extrema e graves alterações das atividades cerebrais, em somatório com a dependência química correspondem a uma taxa de 90% dos casos ocorridos. Além disso, a falta de campanhas funcionais e o descaso midiático acabam por agravar ainda mais essa ferida social.
Outrossim, o sociólogo francês, Émile Durkheim, em sua obra: “ O Suicídio”, relaciona essa problemática a um conceito de anomia social. Percebe-se que o autor vincula o tema a uma entropia civilizatória, desejos incessantes e a busca pela libertação do cotidiano de sofrimento e angústia, vivenciado pelo indivíduo. Nessa análise, os jovens se tornam os mais afetados, dado que, suas emoções são potencializadas pela falta de infraestrutura psíquicas e sociais.
Assim, cabe ao Estado em conjunto com as mídias sociais, desenvolver e ampliar campanhas, como o setembro amarelo, investir em palestras, centrais de atendimento, peças teatrais e debates públicos, por meio de encontros em bairros e instituições educacionais, divulgação em canais televisivos e bate papo “on-line’’, como forma de estabelecer diálogo e evitar ações danosas aos jovens. Dessa forma, poderemos formar uma sociedade mais participa e solidária.