Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 28/08/2019

Na série 13 Reasons Why, no qual é interpretado pela personagem Hannah Baker, que comete suicídio e grave previamente fitas com explicações dos motivos e das pessoas que levaram a tal ato, fora da trama, infelizmente os jovens ficaram familiarizados com o jogo “Baleia Azul”, que consiste em ultrapassar os desafios e no final cometer suicídio. Essa problemática entre os jovens, é uma realidade crescente e alarmante. Isso ocorre devido o assunto ser pouco discutido nos meios de comunicações por parte do governo e também pela impulsividade dos adolescentes de não reconhecer que é irreversível a situação.

Em primeira análise, comentários à respeito do suicídio ainda são considerados tabus. De acordo a psicologia do Desenvolvimento, os próprios estudiosos da área disserta pouco sobre a problemática e a sociedade menos ainda. A OMS, orienta não detalhar o local e o ato por alegar que contribui para o incentivo do suicídio na adolescência. No mundo literário, José Manoel Bertolote, autor do livro “Suicídio e sua prevenção” relatou que está longe de entender as causas deste, mas sabe-se que é um problema de saúde mental, conhecida como epidemia silenciosa.

Ademais, é importante destacar que o perfil suicida é de não desistir e a tendência é do ato se repetir até que se concretize. Na maioria das vezes, o suicídio é atrelado a doenças como depressão e ao consumo de álcool, influenciados pela opinião alheia e ao encaixe na sociedade, que age de forma inconstante, potencializando-se os casos no Brasil. Entretanto, todo ano há um movimento a respeito do setembro amarelo em parceria com a cartilha de recomendação para prevenção do suicidio desenvolvida pela OMS.

Portanto, o ministério da Saúde e educação juntamente com a secretária de comunicação, deve-se fiscalizar e garantir, por meios de cartilhas, campanhas sociais em escolas e municípios e mídias virtuais a efetiva difusão do problema com a presença de estudiosos na área e psicólogos para que o suicídio não seja confundido como uma fase dos jovens e com uma maneira de chamar atenção. Dessa forma, garante-se a redução de casos como o de Hannah Baker, e promove-se uma sociedade mais informada a respeito do assunto.