Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/08/2019
O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica a questão do suicídio entre jovens no Brasil. Nesse sentido, é notório o recrudescimento do autocídio, que, por vezes, decorre da falta de diálogo a respeito do assunto. Ademais, canais de ajuda para esses indivíduos são de suma importância. Por isso, é fundamental que haja medidas para reverter essa situação.
Nesse contexto de comunicação acerca do tema, é possível aludir ao livro “Os sofrimentos do jovem Werther” do autor Goethe, o qual após seu lançamento deu origem ao chamado “Efeito Werther”, que ocasionou em diversos casos de suicídio de maneiras similares. Por consequência, permeou-se durante décadas na mídia, à falácia de não poder comentar sobre o assunto. Com efeito, segundo o Ministério da Saúde (MS), o aumento de casos entre jovens de 10 a 25 anos foi de 2,3% em 2018. Tal dado reitera a necessidade de discutir-se sobre essa anomia, pois na maioria dos casos, pessoas próximas queixam-se de não terem percebido nenhum sinal. Ainda de acordo com o MS, a falta de diálogo e isolamento social, são fatores observáveis, já que jovens que cometem suicídio têm esses comportamentos. Desse modo, é primordial mais discussão sobre essa mazela social e seus sinais.
Nesse viés, é preciso atentar-se aos indivíduos nas instituições estudantis, a exemplo de escolas e universidades. Pois, esses seres em virtude da transição para uma nova fase são acometidos por inseguranças, como: sexualidade, pressão sobre a carreira e culto à aparência, que os leva a ansiedade e depressão, os quais podem se encaminhar para casos de suicídio. Desse modo, surgiu um novo conceito, o “Efeito Papageno”, advindo da ópera de Mozart, “A flauta mágica” em que a personagem quer atentar contra a própria vida, mas é ajudada por três seres que a fazem mudar de ideia. Diante do exposto, sociedade, família e as próprias pessoas são de extrema relevância para a mudança desse quadro. Sendo mecanismos como o Centro de Valorização da Vida (CDV), que atendem 24 horas quem que precisa de ajuda, fato de extremo destaque para prevenir essa situação.
Portanto, faz-se necessário que o Estado atue por meio do Ministério da Educação (MEC) e MS nos centros educacionais, ao fomentar o diálogo com palestras e discussões comandadas por psicólogos e pessoas que já passaram por momentos similares. Para que haja conforto em dialogar e procurar ajuda. Ademais, o estimulo do MEC aos alunos de engenharia e psicologia é primordial para criação de aplicativos semelhantes ao CDV para amparar a sociedade. Além de campanhas midiáticas que exiba os sinais e a maneira correta de iniciar a comunicação. Assim, paulatinamente, conseguir-se-á prevenir o suicídio de jovens no Brasil.