Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/09/2019

De acordo com o artigo primeiro da Constituição Federal de 1988, um dos  fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana. Entretanto, as dificuldades para combater o autocídio em jovens evidenciam que os direitos previstos no dispositivo legal não estão sendo cumpridos em sua totalidade. Nesse sentido, dos aspectos fazem-se relevantes: o individualismo, bem como a forma que é abordado esse tabu. Por isso, medidas atitudinais e estruturais são necessárias para encontrar meios para minimizar os casos de adolescentes que tiram a própria vida.

De inicio, é indubitável que os casos de autodestruição de jovens é oriundo do convivo social mais restrito. Nesse sentido, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a supervalorização do trabalho e o esgarçamento dos relacionamentos de todos os tipos, evidenciam a falta de concreção das relações sócias. Sob tal ótica, a ausência de intervenção dos país nas ações exercidas pelos próprios filhos que se queixam sobre insatisfações e lamentos de seu cotidiano é tido como “frescura” pela família. Tal reação gera a sensação de desamparo e, por conseguinte, pessoas de má índole encontram na internet uma forma de atrair esse público fragilizado ao ato suicida. Exemplo disso, foi a criação do jogo online “Baleia Azul”, em que um “curador” anônimo estabelece cinquenta desafios – dentre eles a automutilação – ao adolescente, sendo a última etapa, a retirada da própria vida. Vê-se, assim, a necessidade de um maior acompanhamento parental e preventivo ao suicídio.

Outrossim, é inegável que a forma que é abordado esse tabu tem reflexo direto no aumento no  números de casos. Nessa perspectiva, o sociólogo Emile Durkheim em sua magistral obra O Suicídio, ele explica que uma das forças que impede o indivíduo susceptível de se matar é a sociedade. Em outras palavras, quando os laços com a sociedade são frouxos, em momentos de guerra ou de crise econômica por exemplo, o indivíduo se vê menos inserido no meio em que vive. É por isso que relatos glamorosos de suicídio são evitados e tratadas com muita cautela na mídia. Pois se há a percepção de que pessoas nesta sociedade, sociedade que deveria nos manter conectados uns aos outros, estão se matando, o desejo de fazer o mesmo pode aumentar nos mais fragilizados.

Portanto, o Ministério da Família e dos Direitos Humanos promover ações de merchandising social  para estimular o estreitamento no núcleo familiar, por intermédio de  obras de arte, tais como, telenovelas e filmes, com vistas a promover a reflexão frente a esse emblema. Ademais, o Ministério da Educação, junto as escolas deve promover o treinamento de profissionais da educação,mediante a palestra com psicólogos a fim de identificar tendências depressivas .Somente assim com medidas  gradativas, haverá respeito ao dispositivo legal e sera possível viver uma sociedade empática.