Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/09/2019
Abreviação da vida O século XVIII foi marcado pela publicação do romance “Os sofrimentos do jovem Werther” - no qual o protagonista tira a própria vida em virtude de um amor platônico. Nesse ínterim, a obra já abordava a segunda principal causa de morte dos jovens de 15 a 29 anos no século XXI: o suicídio. A priori, de acordo com a OMS, o Brasil é o 8º país com mais autocídios no mundo, contando também, conforme dados da ONU, com 11 milhões de pessoas com depressão – principal causa da situação supracitada. A pessoa deprimida tende a se isolar e perder o interesse por tudo, inclusive pela própria vida. Por conseguinte, o desejo pela morte torna-se frequente. Sob esse viés, segundo o sociólogo Émile Durkheim, o suicídio é um fato social. Indivíduos abreviam suas vidas devido à frágeis laço sociais, tristeza aguda e solidão. Aos poucos, incomodados com sua realidade, buscam pôr fim ao sofrimento e desilusão, cometendo um assassinato, onde o homicida e a vítima são a mesma pessoa. Nesse sentido, é evidente que medidas são necessárias para solucionar tal impasse. Para tanto, torna-se imprescindível o Ministério da Saúde investir na contratação de mais psicólogos em postos de saúde e psicopedagogos nas escolas, visando a melhor orientação dos jovens. Por fim, de modo a conscientizar a população e diminuir casos de autocídio no país, cabe ao Governo Federal, a ampliação dos fundamentos da campanha do setembro amarelo. Destarte, é possível constatar que o suicídio é caso de saúde pública e resulta da combinação de fatores socioculturais, os quais culminam numa manifestação exacerbada com si mesmo. Enfim, com o trabalho conjunto entre Ministério da saúde, profissionais da área e sociedade, amenizaríamos a problemática da abreviação da vida.