Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 06/09/2019
Sob a perspectiva histórica, os escravos, durante o Brasil colonial, enxergavam o suicídio como única saída para apartar seus sofrimentos físicos e psicológicos. Nesse sentido, a reestruturação desse contexto, o qual a prática de autocídio demonstra elevados índices entre os membros do tecido social, sucede-se pela escassez de aparatos governamentais tratadores da saúde mental. A partir disso, observa-se que políticas públicas, ampliadoras das instituições comunitárias psiquiátricas, são medidas preteríveis frente à problemática.
Em primeiro plano, o filósofo Friedrich Nietzsche, em sua obra “Para além do bem e do mal”, concebe os suicidas igualmente a indivíduos os quais não devem ser julgados, mas auxiliados por profissionais da psique humana. Sob esse viés, os cidadãos em estado de predisposição ao autocídio não apresentam sintomas perceptíveis as pessoas não detentoras do conhecimento técnico psicológico, ao passo que a propensão ao autoextermínio é silenciosa até mesmo entre cônjuges e familiares habitantes do mesmo lar. Dessa maneira, o cuidado psíquico especializado é fulcral para a diminuição do número de suicidas, e a ausência desse amparo traz consequências não somente para o autocida, mas para todo o seu círculo social como os sentimentos de dor e saudade.
Ademais, segundo o estudo do Ministério da Saúde, no ano de 2018, o Brasil tem um caso de suicídio a cada 46 minutos e a carência de instituições psiquiátricas comunitárias colaboram para esse processo. Mediante a esse ângulo, nota-se um contexto análogo ao dos escravos na era colonial brasileira, em que enxergava-se a autodestruição como único meio para apartar o sofrimento. Dessa forma, as ausências governamentais frente ao alto índice de autocídios na sociedade brasileira não são aceitáveis.
Portanto, diante dos fatos supracitados, é dever do Estado agir no sentido de difundir o cuidado à saúde mental para o enfrentamento da prática de autodestruição. Sendo assim, compete ao Ministério da Saúde elaborar e executar um plano nacional de valorização à vida que contenha a ampliação das instituições de tratamento psicológico e a criação de cartilhas educadoras sobre como identificar indivíduos propensos a autoquíria