Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 10/09/2019
Os jovens têm dificuldade de se conhecer no período da adolescência. É sabido que essa fase é marcada por momentos difíceis, afinal, o indivíduo está entre a criança que foi e o adulto que será. Tal situação, no entanto, preocupa quando a confusão é tamanha que para o jovem o suicídio é sua única solução. Nesse sentido, é fundamental entender as causas do problema a fim de prevenir a situação.
Em primeiro lugar, convém ressaltar que não é apenas por estar no período de transição que o jovem está fadado a tendências suicidas. Como afirma o sociólogo Emile Durkheim, o suicídio nada mais é do que um fator social. Um deles pode ser o bullying, que atualmente, é um dos maiores gatilhos para a depressão, doença que tem grande peso para que o jovem se sinta vulnerável, como é evidenciado no filme Carrie, A Estranha, no qual a menina é alvo de brincadeiras malvadas da maioria das garotas, o que a faz cometer atos extremos, demonstrando como o bullying pode ser destrutivo na vida de um ser humano.
Paralelo a isso, como o suicídio entre esse grupo tem ficado cada vez mais recorrente, é importante medidas para que isso torne-se um ensinamento de como preveni-lo, e não um exemplo a ser seguido. Nesse sentido, um estudo do sociólogo americano David Phillips, feito nos anos 50, usando o jornal The New York Times como ferramenta, demonstrou que atentados contra a própria vida ocorrem conforme o modo que a imprensa transmite a notícia. Por isso, necessita-se que as informações sejam passadas de modo não sensacionalista.
Portanto, são necessárias medidas que impeçam a ocorrência do fenômeno. É necessário que as escolas possuam ao menos um profissional da saúde mental para que esse possa conversar tanto com quem é vítima de bullying quanto com o agressor, tentando fazer com que ambos melhorem, de maneiras diferentes. Não só isso, a sociedade como um todo deve ser incentivada a praticar mais esportes, pois estes, segundo a Organização Mundial da Saúde, previnem a depressão e diversas doenças mentais, além de abrir espaço para que estudantes e professores interajam entre si, como famílias também, fora da escola. Desse modo, o diálogo será melhor e a saúde também e assim, gradativamente, o suicídio diminuirá.