Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/09/2019

Na série “13 reasons why”, a protagonista Hannah Baker é uma jovem que chegou a uma nova escola e após sofrer bullying, assédio, preconceito, e entrar em depressão, ela decidiu tirar a própria vida. Fora da ficção,  no Brasil, um grande número de pessoas, sobretudo jovens, se suicidam todos os anos, de modo que, tal cenário configura um problema de saúde pública e precisa ser combatido. Neste sentido, é importante conhecer as principais causas do fenômeno e buscar mitigar o problema.            Destarte, segundo o sociólogo francês Émile Durkheim: “o suicídio é um fato social”, pois não é, apenas, uma atitude individual e desconexa, porém, tem que ver com os acontecimentos ligados às interações humanas na sociedade. Desta  forma, o bullying é uma das razões que pode levar o individuo ao suicídio no âmbito escolar; pois essa prática torna a sua vítima ridicularizada, solitária, infeliz, vulnerável e insegura de manter relações com seus pares. Nesse contexto,  vale salientar o massacre que aconteceu em uma escola pública, na cidade de Suzano-SP, em março de 2019, onde um ex-aluno, que sofria de bullying, entrou no colégio e matou vários estudantes e funcionários, logo depois do ocorrido, o menor se suicidou. Desta forma, torna-se evidente que a escola, um espaço social, precisa ter instrumentos de prevenção e intervenção do problema.

Ademais, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 9 em cada 10 suicídios poderiam ter sido evitados, assim sendo,  a prevenção é a melhor alternativa para diminuir os casos; desse modo, é mister compreender o tema por meio da educação. Entretanto, mesmo numa era de informação, parece haver na sociedade, ainda,  um tabu sobre questões ligadas ao tema. Consequentemente, pouco é discutido sobre o suicídio e outros assuntos como, por exemplo, a depressão a qual está associada à  tristeza,  ao isolamento, à falta de apetite, à solidão e à falta de vontade de viver; e também, sobre  os transtornos mentais como bipolaridade  esquizofrenia.

Por fim, segundo a DUDH, a vida é primeiro direito humano inerente a cada individuo e, precisa ser preservado. Assim, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde devem promove,r nas escolas, debates e palestras, que serão realizados por profissionais da área, sobre doenças mentais, depressão, bullying e suicídio, com o objetivo de conscientizar os estudantes dos fatores que podem levar ao suicídio. Ademais, os poderes legislativos, estadual  e municipal,  devem criar leis que tornem possível às secretarias de educação,  a realização de concurso publico ou contratação de psicólogos,  para atuarem permanentemente nas escolas, a fim de ajudar crianças, adolescentes  e jovens a lidar com problemas emocionais e psicossociais. Desta forma, o principal direito fundamental  e universal será assegurado.