Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/09/2019

“A vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos”. A declaração do filósofo suíço Jean Jacques Rousseau ilustra a importância da ação coletiva no combate ao alarmante fato constatado pelo Ministério da Saúde: o suicídio de jovens vem aumentando de maneira constante nos últimos anos. Nesse contexto, a falta de esclarecimento sobre o tema somada à insuficiência de políticas públicas de saúde são fatores que contribuem para a persistência do problema.

Primeiramente, é notório que a questão instrutiva esteja entre as causas da mazela. De acordo com dados do Governo Federal, os casos de suicídio na população de 15 a 29 anos aumentaram quase 30% nas últimas três décadas. Sendo assim, evidencia-se a desinformação sobre os transtornos mentais como causa preponderante à continuidade do alto índice de mortes, o que prejudica a busca por uma remediação efetiva dos sintomas.

Outrossim, a escassez de ações de saúde pública é condição agravante do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política será o instrumento por meio do qual será alcançado o bem-estar social. Analogamente, a insuficiência de medidas governamentais voltadas ao acolhimento do doente, como o atendimento gratuito por especialistas, desestimula a busca por ajuda, o que complica a já fragilizada condição mental do indivíduo.

Sendo assim, a fim de atenuar o problema, uma parceria entre Congresso Nacional e iniciativa privada permitiria o abatimento de impostos a empresas do ramo da saúde interessadas na promoção de palestras em escolas e empresas informando sobre os riscos dos transtornos mentais. Além disso, as instituições particulares forneceriam psiquiatras e psicólogos ao sistema público de saúde, o que expandiria as possibilidades de tratamento do enfermo. Com isso, por meio da “vontade geral” proposta por Rousseau, esse fato será gradativamente minimizado no país e beneficiará a sociedade como um todo.