Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/09/2019
“O importante não é viver, mas viver bem” segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância, de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, o alto índice de suicídios entre os jovens, afasta o Brasil diante de tal pensamento. Com isso, ao invés de tentar se aproximar da realidade vivida por Platão, não só o meio familiar, bem como o âmbito escolar corroboram para permanência do problema.
Convém ressaltar, a princípio, que a família está entre as causas do impasse. De fato, o ciclo familiar é de extrema importância para a formação de um indivíduo, porém a falta de diálogos entre pais e filhos dificulta uma relação benéfica e saudável. Segundo Zygmunt Bauman, filósofo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da modernidade líquida vivida no século XX. Diante disso, é possível interpretar tal pensamento como a incerteza nas relações interpessoais, o que é prejudicial para prevenir um pensamento ou atitude suicida. Perante isso, nota-se que é necessário uma maior harmonia no meio familiar para que se possa evitar o maior número de mortes entre os jovens.
Além disso, outra dificuldade se encontra no meio escolar. De acordo com o site de notícias BBC Brasil, hoje, em território nacional, a taxa de suicídios sobe 10% desde 2002. Por sua vez, as escolas, têm um papel fundamental no desenvolvimento do jovem, visto que ele passa boa parte de sua vida dentro delas. Porém, a falta de meios de propagação dessa temática e até mesmo os variados casos de bullying dentro desse ambiente torna-se o assunto mais sensível e recorrente para os jovens. Por conseguinte, se o meio escolar não for remanejado o índice de suicídio continuará a crescer entre os brasileiros.
Portanto, medidas são necessárias para zelar pela a qualidade de vida dos jovens. Então, o Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Ministério da Saúde (OMS), desenvolva palestras educativas que seja livre para todas as idades e ocorra em domínio público. De maneira que incentive, os jovens, a criarem amor próprio, mas também a procurar ajuda de psicólogos para solução de seus problemas. Além de que, nessas palestras envolvam a relação familiar como um ponto importante para o bem-estar e incentive um maior contato entre pais e filhos. De modo, que ambos se sintam bem em seu ciclo familiar. Consequentemente, o Brasil poderia viver mais próximo da realidade vivida por Platão.