Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 19/09/2019
‘‘Deixo a vida para entrar para a história’’. Essas foram as últimas palavras do ex-presidente Getúlio Vargas, em sua carta-testamento, em 1954, ano em que se mata com um tiro no peito. De maneira análoga, hodiernamente,é lamentável que cada vez mais jovens recorram ao suicídio, no Brasil, como meio de aliviar seu sofrimento. Destarte, tratar de questões individuais, familiares e sociais relacionados a esse quadro pode ajudar a preveni-lo .
A princípio, haja vista que o suicídio é a segunda maior causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos segundo a Organização Mundial da Saúde-OMS-, é mister a mobilização no que tange ao tema no Brasil. Inicialmente, esse problema, não raro, está ligado a transtornos mentais,como depressão e distúrbios de humor, todavia, a autodestruição se baseia em um visão distorcida da realidade, no qual a morte é vista como única solução para o alívio da própria dor. Nesse contexto individual, acontecimentos externos podem agravar os sentimentos negativos.Dessa forma, tudo isso demonstra a necessidade de pessoas estarem atentos a sinais que esses indivíduos dão, através de comportamentos e falas, para poder evitar esse fim trágico.
Outrossim, nota-se que a volatilidade das relações interpessoais potencializa o autocídio entre a juventude. Consoante ao sociólogo Durkheim, anomia social está relacionada ao mau funcionamento das instituições sociais, no caso da família e da sociedade. É indubitável que laços mais sólidos entre indivíduos seja com familiares, seja com amigos podem proporcionar mais estabilidade e ser um ‘‘válvula de escape’’ para aqueles que sofrem com pensamentos suicidas. Nesse sentido, conforme a visão durkheimiana os pais, responsáveis,ou seja, pessoas que fazem parte do círculo de relacionamento dessas possíveis vítimas podem colaborar conversando, sendo atenciosas ou até levando aquelas a buscarem ajuda especializada, a fim da prevenção do autoextermínio.
Logo, é importante caminhos para evitar o suicídio juvenil. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o da Educação, promover uma campanha nacional contra tal problema, mediante palestras, em meios escolares e em redes sociais, sem sensacionalismo, com auxílio de psicólogos e psiquiatras, a fim de , não só conscientizar a população de como perceber comportamentos suicidas, como também levar a ‘‘solidificação’’ dos laços interpessoais e poder preveni-lo, além de auxiliar a possível vítima impulsionando-a a procurar ajuda e falar sobre tais sentimentos de morte. Assim, a fim de que não se repitam casos como do conhecido ex-presidente Vargas e haja a preservação da vida, sobretudo, a dos jovens, futuro da nação.